Mostrando postagens com marcador Vietnam. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vietnam. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de julho de 2009

São Théophane Vénard


Nascido em Saint-Loup-sur-Thouet em Deux-Sèvres em uma família tradicionalmente católica. Seu pai após lecionar durante trinta anos em um instituto assume o cargo de secretário, a esposa durante toda a vida dedicou-se ao cuidado dos seis filhos: Melanie, Théophane, Henri, Eusèbe, Joséphine e Antonin, os dois últimos faleceram logo após o parto. Théophane se revelou logo uma criança doce e calma, enquanto cuidava das cabras e vacas com sua irmã Melanie ficava a ler, certa vez lendo a vida do mártir Jean-Charles Cornay disse para a irmã: “Irei para Tonkin* e serei mártir de Nosso Senhor Jesus Cristo!”.

Entrou para o colégio de Doué-la-Fontaine na Diocese de Angers. Na idade de 13 anos perde e mãe e manda este recado para sua família: “Fiquemos protegidos pelo escudo da fé nesta ocasião, recorramos a nossa religião ela por si só pode consolar nossas penas. Creio poder assegurar que nossa boa mãe está no céu.”

Em 1847, aos dezessete anos entra Théophane para o Seminário Menor de Montmorillon. "Sou o mais feliz dos homens!” escreve ele após o início das aulas.

Em 1850, concorda em servir nas Missões Estrangeiras, antes de sua partida convida o pai e os familiares para assistirem à cerimônia na qual será recebido como subdiácono, um mês depois recebe a benção paterna e parte para as missões. Apesar do entusiasmo gerado por estes acontecimentos, Sr.Vénard dá o seu consentimento sem a menor restrição.

Em 1851 é recebido no Seminário das Missões Estrangeiras, após sua partida o seu pai dirá: "Eu perdi a rosa mais bela do meu jardim." É ordenado diácono em Saint-Sulpice no Natal e depois sacerdote na Festa da Trindade em 1852. Por motivos de saúde não pode embarcar em setembro para Tonkin. Em setembro de 1857, com apenas vinte e oito anos, recebe como tarefa governar um distrito, dentro de seu ministério os perigos eram contínuos.

Na primavera de 1858 a igreja local de Tonkin está arruinada por causa da ocupação francesa, por toda região fiéis foram presos, torturados e mortos. Théophane é forçado a esconder-se, assim ele descreve: "Eles quebraram a parede de onde eu estava com um dos catequistas em três etapas, em um momento pensei que o martírio havia chegado até mim. Fracos são os esforços humanos, quando Deus se opõem aos seus desejos!" Ele será finalmente preso em 30 de novembro de 1860, após ser preso como bandido é encarcerado em uma jaula de madeira.

Poucos dias antes de sua morte escreve ao seu irmão mais novo Eusèbe uma última carta, dirigida a cada um de nós. Ele retoma símbolos usados por São Bernardo e tem como base um versículo da carta aos Hebreus (6,19), assim segue: "Você, querido irmão, penso que deves ficar no mar deste mundo, navegando por entre os escolhos. Conduza bem seu navio, que a cautela seja teu leme, a humildade teu lastro, Deus tua bússola e Maria Imaculada tua âncora de esperança.”

Foi decapitado em dois de fevereiro de 1861. Canonizado por SS. João Paulo II em 1988 com outros 117 mártires do Vietnam.

No final de sua vida, Santa Teresa do Menino Jesus já o venerava como santo.

*N.T. Norte do Vietnam

O Beato Théophane Vénard pelo Abade A.BODY
Obras de Boa Leitura 1909

“Talvez amanhã eu seja conduzido à morte! Bendita morte, não é? Desejada morte que leva a vida, segundo as probabilidades serei decapitado, gloriosa vergonha que terá recompensa no céu. Com esta notícia chorarás, mas de alegria!

Verá o teu irmão, com a auréola dos mártires coroando sua cabeça, a palma dos triunfantes fixada em sua mão!

Um pouco ainda e minha alma deixará a terra, encerrará seu exílio e terminará sua batalha. Eu subo ao céu, eu chego a Pátria, eu recebo a vitória. Entrarei no repouso dos eleitos, verei as beatitudes que os olhos humanos jamais viram, ouvir as harmonias que ouvidos jamais ouviram, apreciar as delícias que coração jamais provou.

Para que isso aconteça o grão de trigo deve ser moído e a uva prensada. Eu serei um pão, um vinho ao gosto do Pai de família.

Eu espero a graça do Salvador, a proteção de sua Mãe Imaculada, e é por isso que mesmo ainda na arena eu canto a canção do triunfo como se já possuísse a coroa de vencedor. E você, querida irmã, eu deixo no campo das virtudes e das boas obras, colha muitos méritos para a mesma vida eterna, aquela que esperamos os dois.

Colha a fé, a esperança, a caridade, a paciência, a doçura, a perseverança e uma santa morte!

Adeus, Melanie! Adeus, querida irmã. Adeus!!!"

Teu irmão,

Théophane Vénard, missionário apostólico

(Última carta dirigida a sua irmã)

Figura interessante nos últimos meses de vida de Santa Teresa do Menino Jesus é a do Bem-Aventurado Théophane Vérnad, a santa durante os estágios mais avançados de sua doença encontra na figura do missionário francês novo ânimos para suportar a dor e as "alfinetadas" que lhe são presenteadas pelas irmãs de comunidade.

Ela dedica ao missionário poemas e pequenas devoções, na cortina que cobria o seu leito na enfermaria ela pede que sejam fixados os santinhos da Sagrada Face e um de Théophane Vénard. Ela assume a mesma postura do sacerdote e caminha sem medo para a meta final que se aproxima, cria-se um diálogo terno entre os dois, o seu desejo de ser missionária e ainda mártir não se realiza em vias de fato, talvez por isso cresça sua devoção para com aquele que conseguiu tudo aquilo que ela mais invejava.