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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Novo Livro: "O 21º Concílio - Reflexões sobre o Concílio Vaticano II", de Taiguara Fernandes


Caríssimos leitores do Blog Direto da Sacristia,

Publiquei ontem pelo Clube de Autores o meu livro: O 21º Concílio - Reflexões sobre o Concílio Vaticano II. O livro é fruto de anos de trabalho e estudo em defesa do Concílio Vaticano II, amadurecido ao longo de nossa atuação no Apostolado Veritatis Splendor, buscando uma correta “hermenêutica da continuidade”, desejada pelo nosso amado Papa Bento XVI (Discurso à Cúria Romana de 22 de dezembro de 2005).

A obra trata de temas polêmicos, como a liberdade religiosa, o ecumenismo, a eclesiologia do Vaticano II, o modernismo. A todas estas questões espinhosas intenta responder amparado no Magistério da Igreja, “norma próxima de universal da verdade” (SS. Papa Pio XII), tencionando uma leitura do Concílio Vaticano II à luz da perene Tradição da Igreja.

O Concílio Vaticano II não deve ser visto como uma ruptura, como um racha na Igreja, uma estaca zero para um novo começo. Ao contrário, ele deve ser observado como o 21º de uma linha contínua de Concílios, deve ser inserido no contexto de toda a Tradição bimilenar da Igreja. Separá-lo desta Tradição é desvirtuá-lo de seu real sentido. Os Pontífices, desde o término do Vaticano II, vêm nos indicando a correta hermenêutica deste Concílio, uma hermenêutica de continuidade na inteira Tradição da Igreja.

Ao mesmo tempo em que procura fazer uma leitura do Vaticano II amparada no Magistério da Igreja e na completa Tradição, este livro não se furta a um debate de tipo apologético, denunciando as incoerências das correntes de oposição ao Concílio em questão, motivo pelo qual não só é indicando a quem queira ter uma visão geral da problemática, como se constitui também em um verdadeiro manual de apologética.

"O 21º Concílio - Reflexões sobre o Concílio Vaticano II" teve a honra de ser avaliado e abençoado por Sua Excelência Reverendíssima, Dom Fernando Arêas Rifan, Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Dom Fernando presenteou a obra com uma Introdução redigida de seu próprio punho. Seu nome - conhecido de todos quanto lutam pela Tradição e pela “hermenêutica da continuidade” - é uma coroa para nosso livro.

Espero que, quantos leiam esta obra, gostem e possam retirar frutos de suas páginas.

O livro pode ser adquirido neste link, ao preço de R$ 38,00.

Quem queira ler uma resenha mais detalhada e passar à vista o sumário do livro, com todos os temas que contempla, poderá visitar o que publiquei no Blog En Garde!

Convido também a entrarem na comunidade do livro no Orkut, para debate de suas idéias, críticas e troca de informações.

domingo, 12 de julho de 2009

Voltam aulas de latim em Nova York, e jovens pedem Catolicismo tradicional

De Luzes de Esperança.

O diário “The New York Times” e a revista “U.S. News & World Report” reportaram uma bem avançada e surpreendente tendência nas escolas de nível médio e secundário americanas: ensino de Latim!


A tendência cresceu nas últimas duas décadas dentro da Igreja Católica, especialmente entre os jovens.

Um número grande deles se entusiasma lendo-o, ouvindo-o, cantando e participando em liturgias em Latim.

Trata-se de jovens padres e seminaristas, mas de leigos também. Grupos organizados aprofundam a prática do canto gregoriano ou o estudo da gramática latina.

O singular do caso é que no período pós-conciliar pareceu que a Igreja abandonaria a língua básica da cultura ocidental. De fato ela desapareceu dos seminários e do culto.

Mas as novas gerações querem ouvir falar da verdadeira fé católica, e um segmento importante dos jovens voltou-se para a Tradição do catolicismo, a Adoração Eucarística e o Canto Gregoriano, escreveu o site The Catholic Thing .


Junto veio a retomada de interesse pela língua oficial da Igreja, genuína transmissora do esplendor da fé Católica.

Hoje muitos jovens querem ler os Padres da Igreja de Ocidente, conhecer a Idade Média e o Magistério tradicional nos próprios originais.

O Latim dá unidade lingüística aos povos católicos em todos os continentes. Por tudo isso, ninguém o estuda e entende melhor que os jovens, acrescenta o site.

Muitos estudantes querem ter contato com uma tradição que é maior e mais sábia do que eles próprios, e que os convida, por isso mesmo, a aderir a seus ensinamentos teológicos, morais e sociais, explica The Catholic Thing.

Contrariamente à visão individualista segundo a qual a Igreja tem que se adaptar ao mundo moderno, estes jovens querem se adaptar à Igreja vendo n’Ela a pilastra por excelência da verdade e da sabedoria, acrescentou.

No início do século XX o Estado Maior do Império Alemão ficou alarmado pela diminuição das capacidades dos recrutas.

Após inquirições, verificou que os jovens não estudavam mais latim. Encaminhou então uma queixa ao Ministério de Educação. Este, por sua vez, revidou dizendo que o assunto não era de alçada do Exército, cuja missão era apenas fazer o soldado.

O Estado Maior respondeu: “dêem-nos o homem, e nós faremos o soldado”, como se o aprendizado do latim tornasse os seres humanos, ainda mais plenamente humanos.

De fato, os grandes talentos da Civilização ocidental ‒ inclusive anti-cristãos, como Hegel ou Marx ‒ desenvolveram plenamente seu espírito graças à influência insubstituível do latim.