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sábado, 18 de julho de 2009

Comunidade cristã ameaçada no Paquistão

(16/7/2009) Segundo o jornal L'Osservatore Romano, no Paquistão os talibãs retomaram uma maciça campanha de intimidação contra as minorias religiosas do país. Numa carta enviada ao centro multimédia administrado pelo Departamento de Comunicação da Conferência Episcopal do Paquistão, os cristãos são convidados a deixarem aquela região, a converterem – se ao Islão e a pagarem um milhão e meio de rupias ou serão atingidos por um atentado suicida.

As ameaças também foram enviadas à Catedral do Sagrado Coração da cidade de Lahore e a associações e escolas católicas.

Algumas denominações cristãs já se organizaram para sensibilizar a sociedade acerca do perigo do extremismo religioso, e convocaram para o dia 16 de Agosto próximo uma Jornada ecuménica de justiça social.

Além disso, as comunidades cristãs de todas as confissões pedem ao governo uma reforma estrutural, a nível legislativo e político, para evitar que as violações contra as minorias religiosas se expandam com o passar do tempo.

O secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz da Igreja paquistanesa, Padre Peter Jacob, afirmou à agência Asianews que "a situação é delicada e é evidente um clima de tensão", mas destacou também a vontade de "continuar o trabalho pelo bem do país e das pessoas".

O Padre Peter Jacob confirma as ameaças de sequestro com fins de extorsão, uma situação que preocupa, mas que não os impede de prosseguirem o trabalho.

Reiterou a importância de organizações empenhadas na assistência aos refugiados do vale de Swat e no distrito de Malakand, aos quais fornecem alimentos e géneros de primeira necessidade.

Fonte: Radio Vaticano.

Comentário: Enquanto os cristãos sofrem perseguições com o Islão na Ásia e na África, muitos dos quais sendo martirizados, ninguém parece lhes dar atenção. Obama continua se preocupando demais com o aborto, os Bispos brasileiros com Manuel Zelaya, a ONU com o suposto "golpe" em Honduras, as organizações judaicas com a malfadada história de que "Pio XII não fez nada", a Imprensa fala de "padres pedófilos", etc... Só a Santa Sé continua sua cruzada silenciosa para denunciar as perseguições e diplomaticamente resolvê-las. Mas ninguém parece lhes dar atenção. É assim que o Cristianismo cresce cada vez mais justamente na Ásia e na África: na discrição, no silêncio, na simplicidade, regado pelo "sangue dos mártires" que é "semente de novos cristãos".