Os boatos antigos se confirmaram. Desde a publicação do Motu Proprio Summorum Pontificum e, mais tarde, do levantamento das excomunhões dos quatro Bispos da Fraternidade São Pio X (FSSPX) espalharam-se historietas a partir do Vaticano de que o Papa pretendia reestruturar a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.
Quando da publicação do Motu Proprio, dizia-se que a Ecclesia Dei seria unida à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, visando a favorecer o retorno à toda a Igreja da Missa Tridentina. Hoje, com uma composição homogênea como possui a Congregação dedicada à Liturgia, com um Cardeal Prefeito (o Cañizares) e Secretários abertamente a favor da Missa Tridentina e da "reforma da reforma", isso não se faz mais necessário.
Restou, pois, a idéia que a Ecclesia Dei viesse se situar no campo da Congregação para a Doutrina da Fé. Os boatos se intensificaram quando do levantamento das excomunhões dos quatro Bispos da FSSPX e da intenção do Santo Padre de iniciar com estes - e para toda a Igreja - um diálogo sobre os pontos mais espinhosos do Concílio Vaticano II: a colegialidade, a liberdade religiosa, o ecumenismo, a reforma da liturgia, etc.
Ontem, 08 de Julho, veio à lume o novo Motu Proprio de Sua Santidade, confirmando as expectativas. O Motu Proprio Ecclesiae Unitatem reestrutura a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. A partir de agora, o Presidente da Comissão será o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, atualmente o Cardeal William Joseph Levada. Foi elevado ao cargo de Secretário da Comissão Dom Guido Pozzo, até então Secretário anexo da Comissão Teológica Internacional e ajudante de estudo na Congregação para a Doutrina da Fé. A tarefa principal a Ecclesia Dei agora será a discussão teológica das principais questões sobre o Concílio Vaticano II - e a resposta a elas.
E o Papa investiu em seu propósito. Colocou na linha de frente do debate sobre o Vaticano II Teólogos do patamar do Cardeal Levada e de Dom Guido Pozzo.
Quem sabe o que virá de agora em diante! Talvez um documento com a estrutura do Syllabus, com esclarecimentos pontuais sobre esta ou aquela questão. Ou como a Declaração Dominus Iesus, detalhadíssima em suas conclusões, quase sem deixar brecha alguma para ressalvas.
Mas resultados, virão, sem dúvida.
E em favor da hermenêutica da continuidade, da unidade da Igreja e da verdadeira aplicação do Concílio Vaticano II, à luz da Tradição.
Quando da publicação do Motu Proprio, dizia-se que a Ecclesia Dei seria unida à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, visando a favorecer o retorno à toda a Igreja da Missa Tridentina. Hoje, com uma composição homogênea como possui a Congregação dedicada à Liturgia, com um Cardeal Prefeito (o Cañizares) e Secretários abertamente a favor da Missa Tridentina e da "reforma da reforma", isso não se faz mais necessário.
Restou, pois, a idéia que a Ecclesia Dei viesse se situar no campo da Congregação para a Doutrina da Fé. Os boatos se intensificaram quando do levantamento das excomunhões dos quatro Bispos da FSSPX e da intenção do Santo Padre de iniciar com estes - e para toda a Igreja - um diálogo sobre os pontos mais espinhosos do Concílio Vaticano II: a colegialidade, a liberdade religiosa, o ecumenismo, a reforma da liturgia, etc.
Ontem, 08 de Julho, veio à lume o novo Motu Proprio de Sua Santidade, confirmando as expectativas. O Motu Proprio Ecclesiae Unitatem reestrutura a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei. A partir de agora, o Presidente da Comissão será o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, atualmente o Cardeal William Joseph Levada. Foi elevado ao cargo de Secretário da Comissão Dom Guido Pozzo, até então Secretário anexo da Comissão Teológica Internacional e ajudante de estudo na Congregação para a Doutrina da Fé. A tarefa principal a Ecclesia Dei agora será a discussão teológica das principais questões sobre o Concílio Vaticano II - e a resposta a elas.
E o Papa investiu em seu propósito. Colocou na linha de frente do debate sobre o Vaticano II Teólogos do patamar do Cardeal Levada e de Dom Guido Pozzo.
Quem sabe o que virá de agora em diante! Talvez um documento com a estrutura do Syllabus, com esclarecimentos pontuais sobre esta ou aquela questão. Ou como a Declaração Dominus Iesus, detalhadíssima em suas conclusões, quase sem deixar brecha alguma para ressalvas.
Mas resultados, virão, sem dúvida.
E em favor da hermenêutica da continuidade, da unidade da Igreja e da verdadeira aplicação do Concílio Vaticano II, à luz da Tradição.