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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Papa é proposto para o Prêmio Nobel de Economia

Com apenas poucos dias de luz, a Encíclica social de Bento XVI, Caritas in Veritate, já provoca efeitos grandiosos: o economista Ettore Gotti Tedeschi propôs Sua Santidade para o Prêmio Nobel de Economia. Segue a notícia:

Especialista propõe Bento XVI para Nobel da Economia

Sua encíclica denuncia os efeitos da queda da natalidade

ROMA, quinta-feira, 9 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Em uma entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera em 8 de julho, o economista Ettore Gotti Tedeschi, expoente dos maiores grupos bancários mundiais, indicou o Papa Bento XVI para o Nobel de Economia.

Segundo Gotti Tedeschi, o mérito do pontífice foi o de escrever claramente na encíclica Caritas in veritate que a crise econômica é filha da queda da natalidade.

Na entrevista, o banqueiro, que é também comentarista do jornal vaticano L’Osservatore Romano, explica que “o insuficiente crescimento econômico se deve à queda da natalidade nos países desenvolvidos (ainda que de modo diferente nos Estados Unidos e na Europa)”.

A queda dos nascimentos levou ao crescimento dos custos fixos, como os impostos, e a diminuição da economia e dos ativos financeiros, mas – afirma Gotti Tedeschi – “muitos analistas preferiram não aprofundar na causa ‘original’ da crise” porque “tocar no tema da natalidade é um tabu, é uma forma de negacionismo”.

“É um tema conotado como ‘moral’ – precisa o banqueiro –, e portanto não científico, quase estúpido, para fanáticos religiosos”.

Neste contexto, Gotti Tedeschi destaca que o Papa “foi o único que pôs em relação crise e queda da natalidade”, e precisamente por isto “merece o Nobel de Economia”.

Fonte: Zenit

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Bento XVI e os líderes mundiais

Na esteira do encontro dos líderes mundiais do G8, o grupo dos sete países mais desenvolvidos e a Rússia, que se dá hoje (quinta-feira, 09/07), com a presença de vários outros convidados, o Papa tem recebido em audiências particulares alguns líderes mundiais.

A grande expectativa é o encontro de Bento XVI com o Presidente dos EUA, Barack Obama, esta sexta-feira. Robert Gibbs, porta-voz de Obama, já anunciou que o Papa e o Presidente "vão falar com franqueza", inclusive sobre temas como aborto, uniões civis de homossexuais, a objeção de consciência, manipulação de embriões, entre outros - dos quais sabemos que Obama é o paladino do mal. Que sairá deste encontro, só o dia de amanhã nos mostrará!

Antes disto, na terça-feira (07/07) Bento XVI já recebera o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, que, para honra e glória de Deus, é o primeiro católico a ocupar este cargo em seu país. Aliás, o primeiro-ministro provém de família de antiqüíssima tradição católica, quiçá daquelas cujos primeiros representantes foram conquistados por São Francisco Xavier. É uma grande satisfação saber que, num país de 127 milhões de habitantes onde apenas 1 milhão é católico, o primeiro-ministro esteja entre este 1 milhão. E isto sem contar a influência que o Japão possui na Ásia e em todo o mundo, como uma das mais fortes economias mundiais. Quem sabe não provenham daí algumas benesses - ainda que mínimas - para os católicos da China...

Hoje (09/07), Bento XVI recebeu o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e o Presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak (com o qual conversou sobre a Coréia do Norte). Sábado que vem receberá Stephen Harper, primeiro-ministro do Canadá. E ontem (quarta-feira, 08/07) recebeu esposas de vários líderes mundiais., conforme informações de Clipping Vaticano.

A solicitude de Bento XVI para com os problemas mundiais é visível. Em sua Encíclica Caritas in Veritate, o Papa deu um programa completo para a restauração do progresso mundial amparado na moral, na liberdade e na paz. Oxalá os líderes mundiais o escutem!

Oxalá tivessem escutado Bento XV, ao fim da 1ª Guerra Mundial, e assim tivessem evitado a Segunda! Oxalá tivessem escutado Pio XII ao fi mda 2ª, e tivessem evitado grande parte dos problemas enfrentados durante a Guerra Fria! Oxalá tivessem escutado João XXIII, Paulo VI e João Paulo II em suas várias Encíclicas sociais, e assim contornado com masteria os problemas mundiais...

Não escutaram.

Oxalá escutem agora Bento XVI, em sua Caritas in Veritate, e restaurem a economia e o progresso mundial com ordem e moralidade.

terça-feira, 7 de julho de 2009

"Caritas in veritate", a nova encíclica papal

O Sumo Pontífice lançou nesta terça-feira a sua nova encíclica "Caritas in veritate". Além de ser um documento muito esperado, por abordar um tema social de extrema relevância em tempos de crise econômica, as palavras do Santo Padre exprimem a beleza da mensagem cristã até mesmo nos assuntos aparentemente laicizados. Uma das coisas que mais me espantou nesse encíclica foi a capacidade do Papa de correlacionar a sua explanação, não a restringindo, ao contrário, abrindo caminhos onde nem pensaríamos. O título da encíclica já é, por si só, um manifesto contra a forma como trilha o mundo; caridade sem verdade é hipocrisia! Se reconhecemos a Verdade na verdade por que, então, omitiríamos o seu testemunho? Se a caridade é motivada pelo amor em Cristo, e reconhecemos Nele a Verdade triunfante, por que agindo pelo amor não pregaríamos o Seu Evangelho e a Sua Igreja?

Alguns pontos me chamaram atenção; o Papa trouxe à tona a questão da vocação. Quase sempre a idéia de um chamado é vista como uma particularidade da vida religiosa. Essa perspectiva só tem fundamento num mundo laicizado, profanizado, onde não há Deus na vida pública e na vida social. Os homens não são apenas cristãos em seus lares e na esfera privada, são testemunhas de Cristo em todos os atos cotidianos. Assim, fiéis a Deus, buscando uma perfeição diária, perfeição esta que não é reflexo de um materialismo moderno de caráter egoístico, mas sim da procura pela plenitude em Deus e na luta contra o pecado, os cristãos devem viver no orbe como arautos do Senhor, convertendo em oração, mortificação, em fé, o trabalho, os problemas, as dívidas, a família.

O Santo Padre ainda ligou temas de grande importância na modernidade; o relativismo, a laicização, a crise moral, e até mesmo a "hermenêutica da descontinuidade". Ainda vale lembrar que para os economistas e globalistas sem uma vida espiritual, distantes de uma perspectiva cristã da realidade, as palavras do Papa não passarão de conselhos de auto-ajuda, pintando um mundo de cor-de-rosa, bem distante da prática do mundo real da macro e microeconomia.

Depois farei mais alguns comentários sobre a nova encíclica do Santo Padre.