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sábado, 1 de agosto de 2009

Curtas - Medjugorje. CNBB e CEB's.

Fiz três postagens interessantes no Blog Veritatis Splendor, que valem uma olhada dos leitores de Direto da Sacristia.

As duas primeiras são sobre a redução ao estado laical do Padre Tomislav Vlasic, o principal promotor das supostas aparições de Mejugorje e diretor espiritual dos seis videntes (Mirjana Dragićević, Marija Pavlović, Vicka Ivanković, Ivan Dragićević, Ivanka Ivanković e Jakov Colo) por muito tempo, acusado pelo Bispo da época, Dom Pavao Zanic, de ser o "criador" das aparições. Na primeira postagem trazemos a tradução do Decreto de redução ao estado laical, com as respectivas penas impostas ao Padre Vlasic; na segunda postagem, inferimos sobre como esta redução afeta as próprias aparições de Medjugorje, baseando-nos nos precedentes e nos atuais decretos sobre o Padre Vlasic.

A outra é sobre a lastimável carta das CEB's escrita sobre os auspícios da CNBB, uma carta tão deplorável nas heresias que propugana que nem me darei a repetir aqui suas palavras: basta-me repetir na vez em que escrevi o artigo indicado...

Sugiro a leitura dos três posts!

sábado, 18 de julho de 2009

As CEB's em ação no Brasil

Enquanto Honduras está à beira do totalitarismo, lutando contra o verdadeiro golpe de Zelaya, no Brasil os Bispos se preocupam com as CEB's. Será aberto o 12º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base no próximo dia 21 de Julho; o encontro irá até o dia 25.

O tema do encontro reflete a nova bandeira do comunismo na América Latina: "CEB's - Ecologia e Missão"; e o lema é: "Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia". Tristes lembrança daquela perniciosa e marxistóide Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia em 2007 e da papel do Padre Zezinho, SCJ, cantando diante do Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil um hit ridículo sobre a Amazônia, ao olhar estarrecido de Sua Santidade.

Segundo informa Gaudium Press, quem abrirá o Encontro é o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e o evento contará com a participação do prêmio Nobel da Paz, a guatemalteca Rigoberta Menchu, o arcebispo emérito da Paraíba, dom José Maria Pires, e a ex-ministra e atual senadora Marina Silva. O encontro debaterá a situação de indígenas e quilombolas - com certeza, a julgar pela influência da Teologia da Libertação nas CEB's, o debate versará sobre como fazer uma pólítica comunistizante, contraceptiva e de invasão de terra com eles, mas nada sobre evangelizá-los e praticar a verdadeira caridade cristã.

Após não poder mais levantar a bandeirola da foice e do martelo, o comunismo precisou encontrar outras bandeiras às quais agarrar-se: agarrou-se à bandeira dos sutiãs queimados das feministas; segurou firmemente a bandeira arco-íris dos gayzistas; e também põe a mão na bandeira verde dos ecologistas, que condenam o progresso econômica e buscam o igualitarismo a partir do pretexto de "defender a natureza" (quando a defesa da Criação é só uma desculpa sórdida para seus reais propósitos e nada tem a ver com o desenvolvimento sério sugerido pelos Pontífices, em especial, Bento XVI, na sua Caritas in Veritate).

E tudo isto, toda esta comunistização, é patrocinada no Brasil pelos Bispos brasileiros, impregnados de Teologia da Libertação (sobrando raríssimas exceções, que por dever de justiça, devemos relevar), unidos sob o signo da CNBB, que se apresenta como católica - quando na verdade deveria apresentar-se como "anti-católica". Os maiores inimigos da Igreja Católica no Brasil são justamente Suas Excelências, os Sucessores dos Apóstolos, que ao invés de levantarem seu báculo e empunharem a Cruz de Cristo, levantam a bandeira da Revolução e empunham a foice e o martelo.

Que a Virgem Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por esta miserável Terra de Santa Cruz.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Alguém se importa com Honduras?

Chega a ser nauseante ver que muitos Bispos latino-americanos andam se pronunciando em defesa do chavista e anti-democrático ex-presidente Manuel Zelaya. O Bispo de El Alto, na Bolívia, Dom Jesús Júarez, disse que "que toda interrupção de um processo democrático é lamentável, e a democracia é o que caracteriza a pessoa humana, porque, ainda que com seus defeitos, se concebe que é o melhor sistema para a convivência humana". Já Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales e Presidente da Cáritas brasileira, disse que prestava solidariedade "a todos os que querem uma Honduras democrática, livre das consequências de golpes contra a ordem constitucional". Dom Pedro Casaldáliga, expressando seu anseio por uma América Latina "livre e unida", alertou que respeitar "a democracia ... é respeitar a vontade do povo".

Claro que esses Bispos desconhecem a realidade eclesiástica hondurenha e, obviamente, comungam das mais tresloucadas heresias da teologia da libertação. Vale lembrar, antes de qualquer coisa, que o dito golpe não passou de uma ação constitucionalmente legal. O Presidente Manuel Zelaya, um aspirante a Hugo Chavez sem petróleo, no ápice de sua prepotência ideológica projetou uma reforma constitucional visando a releição ad infinitum - o velho bê-a-bá da cartilha esquerdista latino-americana -, entretanto, "conforme ao contemplado no Artigo 239 da Constituição da República ‘Quem propõe a reforma’ deste Artigo, ‘cessa imediatamente no desempenho de seu cargo e fica inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública’." - assim lembrado pela Conferência Episcopal de Honduras. O Congresso e a Suprema Corte, fazendo valer o documento maior do país, impediu a consulta pública nos moldes planejados pelo Presidente, não obstante, fiel ao estilo bolivariano de governo, quis iniciar um jogo de poder com as instituições da nação, levantando a população e tentando fazer na marra um plebiscito.

A paixão ocidental pela democracia e a deformação do ideal do poder popular chegaram a níveis altíssimos. A crise atual em Honduras teve como estopim os atos de um Presidente, democraticamente eleito, mas que, desonrando a constituição que jurou seguir, pretendeu destruir as leis nacionais. O projeto de Zelaya não só sofreu com a oposição do Congresso e da Suprema Corte como sequer tinha respaldo constitucional. Assim, deposto pelas forças armadas, que convocadas pela justiça para fazer cumprir a ordem retiraram do poder o presidente - em Honduras não há impeachment. Em seguida o país viu empossado o presidente da câmara; não há um regime militar como a mídia quer pintar.

Pobre Honduras! Agora nem mesmo a sua constituição serve como lei para ordenar a nação! A OEA e os Bispos da Teologia da Libertação pressionam o país para que Manuel Zelaya volte para a presidência. Ora essa, reconduzir o pupilo chavista ao poder é rasgar a constituição nacional. Quer dizer que um presidente eleito democraticamente tem liberdade suficiente para destruir o equilíbrio entre as forças institucionais e reformar as leis do país no braço? Então podemos ser democraticamente anti-democráticos?

Um dos melhores frutos dessa história - além da própria derrubada do aspirante a ditador - foi descobrir que a Igreja de Honduras é séria e fiel ao verdadeiro espírito cristão. A Conferência Episcopal de Honduras, presidida pelo Cardeal Oscar Rodríguez Madariaga, se mostrou aliada do novo governo e contrária aos projetos anti-constitucionais de Zelaya. Inclusive pediu a OEA que prestasse "atenção a tudo o que vinha ocorrendo fora da legalidade na Honduras, e não somente ao acontecido a partir de 28 de junho recém passado." afirmando categoricamente que "os três poderes do Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário, estão em vigor legal e democrático, de acordo com a Constituição da República de Honduras".

Mas não estranhemos a posição dos Bispos da Teologia da Libertação! O que esperar de pastores que incensam Hugo Chávez, Evo Morales e Lula mas que abrem a boca para condenar uma legítima deposição de um presidente traidor da constituição? O mais irônico é que, quase sempre, os países que vivem sob a cartilha bolivariana nutrem uma aberta oposição à Igreja; vide a situação do clero boliviano e venezuelano.

Honduras sofreu com um Presidente que queria deformar a constituição nacional e agora padece com uma comunidade internacional pouco interessada no parecer das legítimas instituições do país; o Congresso e a Suprema Corte. Os arautos do politicamente correto – com destaque para a ONU que censura o novo governo de Honduras enquanto se abstém de condenar o genocídio no Sudão – querem impedir a correta aplicação das leis constitucionais de uma nação! Isso é a soma do devaneio democrático – a democracia não como um meio, mas como um fim – com a ascensão de um governo mundial!

Se o Congresso e a Suprema Corte de Honduras não sabem e não podem interpretar e aplicar a constituição do país é melhor rasgá-la e deixar que o poder seja aplicado pela Nova Ordem Mundial!