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domingo, 26 de julho de 2009

Curtas MUNDO - Papa e ONU. Caritas in Veritate. Eleições em Portugal. CELAM e Honduras. Rússia.

- Sugestão de Bento XVI é acolhida pelo ONU, informa Zenit. No documento apresentado para a Assembléia Geral das Nações Unidas que se realizará esta semana, em Nova York, sobre a "responsabilidade de proteger", foi acolhido um trecho do Discurso do Papa Bento XVI quando de sua visita apostólica aos EUA. No discurso, o Papa ressaltava que " a responsabilidade de proteger é a base moral para o direito de um governo de exercer a autoridade" e também os princípios da soliedariedade e da subsidiariedade. Agora, a ONU meditará a palavra do Príncípe dos Apóstolos.

- Ministro italiano destaca valor da Caritas in Veritate, noticia ACI Prensa. O Ministro Giulio Tremonti, de Economia e Finanças da Itália, afirmou que a Encíclica papal é um "manual para a política e economia" deste novo século e que os líderes mundiais devem, como expressou o Papa, buscar promover o bem comum, e não só o progresso pelo progresso. Mais um grande reconhecimento para a Encíclica de Bento XVI. Que produza frutos!

- Eleitores questionam partidos portugueses sobre suas pretensões, informa Radio Vaticano. Entre as questões levantadas, estão a promoção dos direitos humanos, a proteção da Família, do Matrimônio entre homem e mulher e da vida me todas as suas etapas. Tomemos como exemplo para as eleições do próximo ano!

- Celam apóia o Cardeal Madariaga, de Honduras, noticia Zenit. “Queremos fazer chegar à sua eminência nossa saudação fraterna e sincera manifestação de solidariedade. Colocamos no altar do Senhor nossa oração por sua Eminência, pelos membros da Conferência Episcopal e por todo o povo hondurenho para que o Senhor da vida lhes dê sabedoria e valor necessário de tal forma que, utilizando os meios constitucionais, através de um diálogo sincero, se consolide a paz e a reconciliação desejada por todos”, diz a nota da Celam. A nota vem assinada, inclusive, por Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida. A Celam se soma, assim, a tantas Conferências que se puseram ao lado da Igreja de Honduras contra o totalitário Zelaya: Venezuela, Bolívia, Uruguai, Equador... Só a CNBB insiste em permanecer do lado do totalitarista Zelaya, coligada com comunistas venezuelanos, os abortistas Obama e Lula e o ditador de Cuba.

- Rússia vai pôr ensino religioso nas escolas, informa ACI Prensa. Ainda que o ensino do credo católica não vigore já no projeto inicial do Presidente Dimitri Medvedev, é um grande avanço para um país que anos atrás possuía uma Secretaria oficialmente dedicada à promoção do ateísmo e sofria na mão dos comunistas soviéticos. Dom Paolo Pezzi, Arcebispo de Moscou, recebeu com alegria a notícia.

sábado, 18 de julho de 2009

Curtas - Saúde do Papa. Igreja e Rússia. Presidente da Itália.

- O Papa Bento XVI deixou o hospital e regressa a Les Combes. Conforme amplamente noticiado, o Papa fraturou o pulso num acidente durante o banho. Passou por uma cirurgia simples de pouco mais de 20 minutos e logo poderá voltar a escrever e tocar piano. Bento XVI já retornou à residência de férias em Les Combes. É a primeira vez que Bento XVI precisa ir ao hospital desde que eleito Papa - graças a Deus o Senhor protege a saúde deste santo homem de idade avançada, e que tanto bem tem feito à Igreja! Segundo o porta-voz oficial do Vaticano, o Padre Federico Lombardi, o Papa só lamenta não poder escrever, coisa que desejava bastante nestes dias de férias. A notícias são de ACI Prensa e de Radio Vaticano.


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Relações entre a Igreja e a Rússia melhoraram, afirmou o Arcebispo de Moscou, Dom Paolo Pezzi. Como bem se sabe, à época da extinta - Deo gratias! - União Soviética os católicos eram perseguidos e não tinham direito algum no terriotório soviético. Hoje, passados quase 20 anos da queda da URSS, as melhoras nas relações Rússia-Igreja já podem ser vistas, diz o Arcebispo. Dom Paolo Pezzi espera o reconhecimento da comunidade católica a diferentes níveis pelo poder civil e a resolução das problemáticas envolvendo os lugares de culto. A notícia é de Zenit.

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Presidente da Itália agradece ao Papa pela sua Encíclica Caritas in Veritate, agradecimento vindo de um antigo membro proeminente do Partido Comunista Italiano. O Presidente Giorgio Napolitano disse concordar com Bento XVI sobre a promoção do integral desenvolvimento humano e afirma que a mensagem do Papa é de especial relevância para uma sociedade afetada pela crise. A notícia é de Zenit.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Voltam a livrarias italianas obras católicas sobre tradicionalismo na Igreja

Publicado 2009/07/15
Autor: Gaudium Press
Secção: Mundo

Cidade do Vaticano (Quarta, 15-07-2009, Gaudium Press) A partir de amanhã, voltam às livrarias italianas duas importantes obras escrita pelo teólogo católico suíço Romano Amerio, "Iota unum" e "Stat veritas". Amerio, progressista que pregava por mudanças na Igreja, faleceu em 1997 aos 92 anos de idade.

De acordo com o vaticanista Sandro Magister, os livros têm especial relevância porque tratam de temas recorrentes na encíclica "Caritas in Veritate", recém-lançada pelo Papa Bento XVI.

Segundo o téologo Divo Barsoti, admirador e estudioso do trabalho de Amerio, ouvido por Magister, "Amerio diz que os maiores males presentes hoje no pensamento ocidental, inclusive no católico, se devem principalmente a uma desordem mental generalizada, pela qual a ‘caritas' é colocada na frente da ‘veritas', sem pensar que esta desordem coloca de forma bagunçada a correta concepção de que deveríamos ter da Santíssima Trindade".

De acordo com Magister, Amerio ve nessa "caridade sem verdade" a raiz de muitas "variações da Igreja Católica no século XX": "as variações que ele descreveu e submeteu a críticas no primeiro e mais importante dos volumes citados, "Iota unum", escrito entre 1935 e 1985; variações que o levaram a questionar se com isso a Igreja não estaria se tornando outra coisa".

Nessa obra, explica o vaticanista, Amerio analisa - "mas não julga" - os caminhos da Igreja de então, e pondera que sempre permanecerá uma continuidade com a Tradição - "ainda que dentro da Igreja ‘turbulências' levem a pensar o contrário", afirma Magister.

É por isso que o especialista vê uma ligação na obra do teólogo e no discurso de Bento XVI de 22 de dezembro de 2005 para a cúria romana, quando o Papa deu sua interpretação do Concílio Vaticano II e de sua relação com a tradição. Naquele discurso, Bento XVI comparou a "babel da Igreja contemporânea ao marasmo que no IV século seguiu-se ao Concílio de Nicea", descrito por São Basilio, à época, como ‘uma batalha naval na escuridão de uma tempestade'.

No posfácio da reedição de "Iota unum", Enrico Maria Radaelli, fiel discípulo de Amerio, diz que a situação atual é comparável ainda mais ao cisma do Ocidente, isto é, aos 40 anos entre os séculos XIV e XV que precederam o Concílio de Costanza, com a cristianidade sem caminho e sem uma segura ‘regra da fé', dividida entre dois ou três papas ao mesmo tempo.

"Em todo caso, reeditado hoje à distância dos anos, "Iota unum" se confirma como um livro não apenas extraordinariamente atual, mas construtivamente católico,e m harmonia com o magistério da Igreja", acredita Magister.

Sobre o segundo livro, "Stat veritas", publicado por Amerio em 1985, Magister afirma que a temática está em "linear continuidade com a do anterior". Ele diz que a obra "confronta a doutrina da Tradição católica com as "variações" que o autor aponta em dois textos do magistério de João Paulo II: a carta apostólica "Tertio millenio adveniente" de 10 de novembro de 1994 e o discurso no Collegium Leoninum de Paderborn em 24 de junho de 1996.

"O retorno às livrarias dos livros faz justiça seja ao autor, seja à censura que se jogou por tantos anos a ambas as obras", diz Magister. Apesar de "Iota unum" ter vendido mais de sete mil cópias na Itália e ter sido traduzido em francês, inglês, espanhoil, portugfuês, alemão e holandês - "atingindo dezenas de milhares de leitores em todo o mundo" - "para os órgãos católicos e as autoridades da Igreja era um tabu".

Magister finaliza afirmando que a "ruptura" da Igreja com esse tabu só ocorreu em 2009.

Fonte: Gaudium Press

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Papa é proposto para o Prêmio Nobel de Economia

Com apenas poucos dias de luz, a Encíclica social de Bento XVI, Caritas in Veritate, já provoca efeitos grandiosos: o economista Ettore Gotti Tedeschi propôs Sua Santidade para o Prêmio Nobel de Economia. Segue a notícia:

Especialista propõe Bento XVI para Nobel da Economia

Sua encíclica denuncia os efeitos da queda da natalidade

ROMA, quinta-feira, 9 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Em uma entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera em 8 de julho, o economista Ettore Gotti Tedeschi, expoente dos maiores grupos bancários mundiais, indicou o Papa Bento XVI para o Nobel de Economia.

Segundo Gotti Tedeschi, o mérito do pontífice foi o de escrever claramente na encíclica Caritas in veritate que a crise econômica é filha da queda da natalidade.

Na entrevista, o banqueiro, que é também comentarista do jornal vaticano L’Osservatore Romano, explica que “o insuficiente crescimento econômico se deve à queda da natalidade nos países desenvolvidos (ainda que de modo diferente nos Estados Unidos e na Europa)”.

A queda dos nascimentos levou ao crescimento dos custos fixos, como os impostos, e a diminuição da economia e dos ativos financeiros, mas – afirma Gotti Tedeschi – “muitos analistas preferiram não aprofundar na causa ‘original’ da crise” porque “tocar no tema da natalidade é um tabu, é uma forma de negacionismo”.

“É um tema conotado como ‘moral’ – precisa o banqueiro –, e portanto não científico, quase estúpido, para fanáticos religiosos”.

Neste contexto, Gotti Tedeschi destaca que o Papa “foi o único que pôs em relação crise e queda da natalidade”, e precisamente por isto “merece o Nobel de Economia”.

Fonte: Zenit

terça-feira, 7 de julho de 2009

"Caritas in veritate", a nova encíclica papal

O Sumo Pontífice lançou nesta terça-feira a sua nova encíclica "Caritas in veritate". Além de ser um documento muito esperado, por abordar um tema social de extrema relevância em tempos de crise econômica, as palavras do Santo Padre exprimem a beleza da mensagem cristã até mesmo nos assuntos aparentemente laicizados. Uma das coisas que mais me espantou nesse encíclica foi a capacidade do Papa de correlacionar a sua explanação, não a restringindo, ao contrário, abrindo caminhos onde nem pensaríamos. O título da encíclica já é, por si só, um manifesto contra a forma como trilha o mundo; caridade sem verdade é hipocrisia! Se reconhecemos a Verdade na verdade por que, então, omitiríamos o seu testemunho? Se a caridade é motivada pelo amor em Cristo, e reconhecemos Nele a Verdade triunfante, por que agindo pelo amor não pregaríamos o Seu Evangelho e a Sua Igreja?

Alguns pontos me chamaram atenção; o Papa trouxe à tona a questão da vocação. Quase sempre a idéia de um chamado é vista como uma particularidade da vida religiosa. Essa perspectiva só tem fundamento num mundo laicizado, profanizado, onde não há Deus na vida pública e na vida social. Os homens não são apenas cristãos em seus lares e na esfera privada, são testemunhas de Cristo em todos os atos cotidianos. Assim, fiéis a Deus, buscando uma perfeição diária, perfeição esta que não é reflexo de um materialismo moderno de caráter egoístico, mas sim da procura pela plenitude em Deus e na luta contra o pecado, os cristãos devem viver no orbe como arautos do Senhor, convertendo em oração, mortificação, em fé, o trabalho, os problemas, as dívidas, a família.

O Santo Padre ainda ligou temas de grande importância na modernidade; o relativismo, a laicização, a crise moral, e até mesmo a "hermenêutica da descontinuidade". Ainda vale lembrar que para os economistas e globalistas sem uma vida espiritual, distantes de uma perspectiva cristã da realidade, as palavras do Papa não passarão de conselhos de auto-ajuda, pintando um mundo de cor-de-rosa, bem distante da prática do mundo real da macro e microeconomia.

Depois farei mais alguns comentários sobre a nova encíclica do Santo Padre.