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domingo, 9 de agosto de 2009

Colegialidade é tirania?

Saiu no Fratres in Unum que o Arcebispo de Cagliari, Dom Giuseppe Mani, proibiu uma jornadad e estudos que se realizaria em sua Diocese sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum. A jornada, destinada a padres e fiéis, tinha como objetivo estudar o sentido da Liturgia com base no Motu Proprio de Bento XVI, favorecer a Missa Tridentina entre padres e fiéis e estudar a melhor maneira de fazer coabitar esta Missa com a nova Missa, de Paulo VI.

Mas o Arcebispo proibiu.

Com que razão?

Ou com que autoridade?

Com que autoridade um Arcebispo proíbe que padres e fiéis se reúnam paar estudar um documento pontíficio sobre uma forma litúrgica que possui plena cidadania na Igreja?

Em nome de uma colegialidade modernisticamente deturpada, vários Bispos têm justificado os mais absurdos atos de tirania e autoritarismo. Igrejas verdadeiramente auto-céfalas, à moda cismático-ortodoxa, têm sido criadas, Igrejas onde seus Bispos simplesmente não obedecem ao Papa e até se opõem frontalmente a ele.

Esquecem-se de Santo Irineu, que ensina ser preciso que todas as Igrejas se conformem com a Igreja Romana.

Ademais, o próprio Concílio Vaticano II, cuja doutrina da colegialidade alguns Bispos evocam para se rebelar contra o Papa, afirmou com todas as letras:

"[P]ara que o mesmo episcopado fosse uno e indiviso, colocou o bem-aventurado Pedro à frente dos outros Apóstolos e nele instituiu o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade de fé e comunhão . Este sagrado Concílio propõe de novo, para ser firmemente acreditada por todos os fiéis, esta doutrina sobre a instituição perpétua, alcance e natureza do sagrado primado do Pontífice romano e do seu magistério infalível..." (Const. Dogm. Lumen Gentium, n.18).
Com que autoridade, pois, um Arcebispo proíbe uma jornada de estudos legítima sobre um documento pontifício?

Com que autoridade os Bispos do Brasil proíbem a Missa Tridentina em suas Dioceses, se o próprio Papa a liberou?

João Paulo II já falava, tempos atrás, que há um cisma silencioso na Igreja.

Não é mais o Patriarca de Constantinopla que se levanta e propõe uma Igreja auto-céfala: são vários Bispos que se rebelam contra o Sucessor de Pedro e Príncipe dos Apóstolos, fazendo se suas Igrejas comunidades auto-céfalas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Missas no Rito ordináiro

Missa em latim e ad orientem, celebrada nas Filipinas, em honra ao aniversário do Concílio Vaticano II.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Missas no Rito ordinário

Missa no encerramento da Convenção Nacional Apologética, nas Filipinas, celebrada ad orientem e em latim.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Missas no Rito ordinário

Missa em ação de graças pela canonização de São Carlos de Monte Argus, celebrada pela comunidade passionista da Irlanda.






segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Ordenação do Arcebispo Augustine DiNoia indica "nova direção"

"A ordenação do Arcebispo Augustine DiNoia, feito Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, no Santuário Nacional da Imaculada Conceição [Washington,DC], nos dá outra oportunidade para avaliar o momento litúrgico atual e calcular sua direção", afirma Jeffrey Tucker em seu artigo no New Liturgical Moviment, de ontem (12/07).

Com efeito, como salienta Tucker, a Liturgia em questão foi tão solene e dignamente celebrada que é possível indagar (como ele o faz):
"como esta mesma cerimônia teria sido vista há 10 anos atrás?". E afirma que o decoro que se verifica novamente na Liturgia é "sinal para o futuro".

"Está se tornando cada vez mais claro que o desmembrado Rito Romano gradualmente volta se tornar homogêneo, através da educação, de um cultura renovada, e da influência da forma pré-conciliar que se faz cada vez mais presente. Esta Missa, em particular, é uma mostra do presente momento", assevera Tucker.

De fato, uma olhada nas fotos e no vídeo aqui revela a grandiosidade da cerimônia. Mais do que isso, revela a linha que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos continuará a seguir sob a chefia do Cardeal Cañizares, tendo agora como Secretário o Arcebispo DiNoia.

Rezemos para que estes novos tempos para a Liturgia sejam frutíferos em santidade, e agradeçamos todos os dias pelo nosso valoroso Pontífice, Bento XVI, que está restaurando a dignidade da Santa Missa!




Peregrinação da Fraternidade Sacerdotal São Pedro em Tyrol

Por Gregor Kollmorgen

Tradução: Taiguara Fernandes de Sousa


Padre Daniel Eichhorn, FSSP, envia as seguintes imagens e a descrição da recente peregrinação da Fraternidade:
Galtür (Áustria): Missa Solene a 1584 metros de altitude Uma Missa Solene no usus antiquior foi oferecida no dia 4 de Julho em Galtür, que pertence à região de Tyrol (Áustria). A Missa fez parte da peregrinação da comunidade da FSSP de Innsbruck (Tyrol). A belíssima igreja barroca, originalmente consagrada em 1383, ainda possui, graças ao seu bom pároco de 82 anos, um altar na parede. O celebrante foi o Padre Daniel Eichhorn, FSSP, professor de Dogmática no Seminário de São Pedro em Wigratzbad e padre responsável pela comunidade da FSSP de Innsbruck. O coral "Ensemble Sonoritas" de Innsbruck, sob a direção de Matthias Melzer, magnificamente executou uma bonita Missa renascentista em polifonia, a "Missa tertia" do compositor alemão Hans Leo Hassler von Roseneck (1564-1612). A bela peregrinação foi concluída com a bênção.



Fonte: New Liturgical Moviment

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dois anos de Summorum Pontificum

Hoje, 7 de Julho de 2009, fazem dois anos que Sua Santidade, o Papa Bento XVI, liberou universalmente a Missa Tridentina e equiparou-a em cidadania à Missa Nova de Paulo VI. Todos se lembram do importantíssimo Motu Proprio Summorum Pontificum. Sua Santidade deve gostar do dia 7 de Julho, pois hoje lançou também a sua terceira Encíclica, Caritas in Veritate, sobre o desenvolvimento humano, e sobre a qual o Direto da Sacristia já falou.

Mas um detalhe que talvez muitos não perceberam - mas os Bispos com certeza perceberam - é que, com o segundo aniversário do Summorum Pontificum, a areia da ampulheta começa a se acabar para os Bispos apresentarem seu relatório a Sua Santidade sobre as aplicações do Motu Proprio. Isso mesmo! Na Carta do Papa aos Bispos, acompanhando o Motu Proprio, Suya Santidade convida:
"Além disso, convido-vos, amados Irmãos, a elaborar para a Santa Sé um relatório sobre as vossas experiências, três anos depois da entrada em vigor deste Motu Proprio. Se verdadeiramente tiverem surgido sérias dificuldades, poder-se-á procurar meios para lhes dar remédio".
Três anos, pois, para apresentar um relatório sobre as aplicações do Summorum Pontificum. Já se passaram dois anos. Falta apenas um ano para que os Sucessores dos Apostólos ostrem ao Sucessor de Pedro o fruto dos seus trabalhos.

E Bento XVI quer remédio para as "sérias dificuldades" que porventura surgissem. Mas quais seriam estas sérias dificuldades? Poderíamos imaginar a falta de padres para celebrar a Missa Tridentina, ou a falta de Missais... Mas, por que não também a falta de ação dos Bispos?

Porque, se passados três anos, os Bispos permanecerem inativos, não será uma séria dificuldade? Não será uma negligência da vontade de Sua Santidade? E se estes Bispos não só permaneceram inativos, mas impuseram obstáculos: não será uma grande dificuldade?

O Vaticano está atento. A Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, chefiada pelo Cardeal Cañizares, é hoje uma das mais homogêneas da Cúria; todos os seus membros possuem uma ligação íntima com a Missa Tridentina - e querem que ela volte para todos os fiéis.

Em mais um ano os Bispos terão de apresentar ao Santo Padre seus trabalhos. E aí veremos o que fizeram...

Que apresentarão os Bispos do Brasil, muitos dos quais permanecem inativos, e não só inativos, como impõe obstáculos e fazem ouvido de mercador aos pedidos insistentes dos fiéis?

Mais um ano é o que falta, para que então venha o remédio de Bento XVi às "sérias dificuldades".