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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Repórter é demitido na Itália após ironizar com o Papa

Como é bom ver uma mídia que não seja anticlerical e respeite os valores cristãos da população! No Brasil, o Papa é "feito de gato, sapato", assim como toda a Igreja - fazer o quê, se a CNBB emebebida de Teologia da Libertação é cúmplice e trata a todos os inimigos da Igreja com uma benevolência com a qual nem Cristo tratou os fariseus, uma benevolência que cheira a conivência. Na Itália, contudo, os católicos vão em cima, exigem reparação, correção, punição - coisas que os católicos brasileiros fazem pouco - e as TV's, cientes do papel desempenhado pela Fé Católica na sociedade, não deixam o assunto passar em branco. Aprendamos com os católicos italianos, e no próximo caso à la "Dom José e o aborto" ou "Bento XVI condena as camisinhas na África", não deixemos de revidar - os mulçumanos revidam, e por isso em Anjos e Demônios trocaram o assassino mulçumano por um europeu branco; mas não revidemos exageradamente como eles, usemos nossas armas: "a espada da Fé e o escudo da Palavra".

A notícia é de Gaudium Press.

Repórter vaticanista de canal italiano é afastado de função após ironizar o Papa

Publicado 2009/07/15
Autor: Gaudium Press
Secção: Mundo

Roma (Quarta, 15-07-2009, Gaudium Press) Roberto Balducci, repórter vaticanista da emissora de tv TG3, foi despedido ontem de seu cargo após provocar polêmica em setores da Igreja e da mídia com uma reportagem sobre o Papa.

Na matéria em questão, o jornalista comentava a viagem de férias de Bento XVI à região do Valle d'Aosta quando ironizou sobre os poucos fiéis que o seguiriam: "O Papa vai de férias onde o esperam dois gatos que vão arrancar o seu sorriso, pelo menos como os proverbiais quatro gatos, talvez um pouco mais, que, todavia, possuem o dom da paciência para escutar as suas palavras".

A reportagem foi ao ar na noite do último domingo, e já provocava enorme celeuma na manhã da segunda-feira. Os "quatro gatos" a que se refere Balducci seriam o equivalente à expressão em português "meia dúzia de gatos pingados".

O vice-presidente de supervisão da Radiotelevisão Italiana (RAI), dona do canal TG3, Giorgio Melo, falou em conduta "anticlerical" caracterizando a abordagem como "incomum e vulgar". Diversos impressos italianos noticiaram a cobertura e como esta foi recebida pela Santa Sé.

O diretor do canal, Antonio Di Bella, tentou apaziguar os ânimos anunciando que havia convocado Balducci para um "esclarecimento", e que este o garantiu que jamais tivera a intenção de "fazer ironia ou, pior ainda, ofender o Papa, assim como nunca o fiz antes".

Entretanto, ontem, o próprio Di Bella anunciou, por meio de um comunicado: "(...) a partir de hoje, o colega Roberto Balducci não cubrirá mais o Vaticano". O texto afirmava que a decisão tomada havia sido "difícil", porém "justa, em um assunto delicado e doloroso".
Antes de seu afastamento, Balducci edenreçou uma carta ao diretor do TG3 na qual reiterava seu "respeito pelo Vaticano" e manifestava seu pesar pelo mal-estar que suas palavras "possam ter causado".

Ao dar explicações sobre o sentido das frases utilizadas, o repórter afirmou que elas correspondiam a uma expressão literária, mas não detalhou qual. A Santa Sé negou ter pressionado pelo afastamento do jornalista.