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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Curtas - CNBB e Toffoli. Ordenações Sacerdotais tridentinas. Igreja e Estado. Papa na República Tcheca. Novo livro do Papa.

- O Presidente da CNBB apóia a nomeação do Toffoli para Ministro do STF, dizendo que Toffoli "é católico. Realmente, Toffoli reúne "todas" as caracteríticas de um bom "católico à sua maneira" (aquela categoria de católicos que o Cardeal Hummes criou para definir o Presidente Lula): é petista, abortista e gayzista. Toffoli é... católico? Não sei até quando poderemos agüentar estas incoerências da CNBB. É triste dia após dia os católicos verem sua Conferência Episcopal pactuando com o Diabo... O Jorge Ferraz e o Rafael Vitola já comentaram.


- Belíssimas fotos de ordenações sacerdotais na Diocese de Frejus-Toulon segundo o usus antiquior foram publicadas no The New Liturgical Movement. É muito bom ver como alguns Bispos tem se esfoçado para seguir, não só o que está disposto pelo Papa, como também o seu desejo. E é desejo do Pontífice, como expresso no Motu Proprio e nos atos recentes da Cúria  e de Sua Santidade mesmo, a restauração da Missa Tridentina. Além da beleza das fotos, é bom saber que existem Bispos católicos ainda...


- O Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico lança Simpósio Jurídico sobre as relações Igreja e Estado. "[O] Simpósio Jurídico enfatiza a relação diplomática entre Igreja e Estado, e vincula esta relação ao Pontificado de S.S. Bento XVI". "O conferencista, Revmo. Mons. Osvaldo Neves de Almeida, é oficial da Secretaria de Estado, que é o setor diplomático do Vaticano, e tem a função de tratar de toda a diplomacia , fazendo esta ligação entre a Igreja e todo o resto do mundo", diz o próprio site da Instituição. Sem dúvida um tema interessantíssimo, tanto pelo contexto atual, quanto pelo Magistério importantíssimo de Bento XVI nesse sentido.


- Terminou ontem a visita apostólica de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, à República Tcheca. "[O] presidente [Vaclav] Klaus agradeceu ao Santo Padre por levar 'uma nova esperança' ao país, com a 'coragem ao exprimir posições que nem sempre são politicamente corretas e compartilhadas por todos'. O mandatário também agradeceu a 'mensagem convincente' e o 'convite à compreensão mútua, à tolerância, à paz, à importância da razão, da fé e dos princípios éticos'", noticia Gaudium Press. Os discursos do Papa Bento XVI em sua viagem podem ser conferidas aqui.


- O totalitarista Chávez apóia Dilma e Lula lamenta que ele não possa votar no Brasil. "À pergunta sobre o que achou da declaração de apoio, no sábado, do presidente venezuelano, Hugo Chávez, à sua virtual candidata a presidente, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Lula respondeu: 'Chávez fez um gesto de gentileza. Só lamento que ele não tenha título de eleitor para ir votar na Dilma.' Ele negou que se trate de ingerência nos assuntos internos brasileiros", diz esta notícia do Estadão, ao fim. Impressionante é a coerência do Governo Lula: de um lado, critica o Governo interino de Honduras - legítimo, como escrevemos aqui e aqui -  e de outro, comunga com o totalitarista do Chávez - este, sim, totalitário - e até desejaria que ele pudesse vir votar na Dilma... É nas mãos deste tipo de pessoa que esteve o nosso país na última década. Oxalá não fique nas mãos da marionete dele, a Dilma!


- Papa afirma que lançará seu próximo livro ano que vem. Trata-se do segundo volume da obra "Jesus de Nazaré". O primeiro foi lançado em 2007, e tratou, entre outros temas, da apresentação do Jesus da Fé como, efetivamente, o Jesus histórico, sem oposições ou surrealidades; o livro anterior, de profunda teologia, falou também do Pai Nosso, das imagens do Evangelho de João, das afirmações cristológicas nos quatro Evangelhos, entre outros assuntos. Contemos os dias para o lançamento do próximo!

domingo, 26 de julho de 2009

Curtas MUNDO - Papa e ONU. Caritas in Veritate. Eleições em Portugal. CELAM e Honduras. Rússia.

- Sugestão de Bento XVI é acolhida pelo ONU, informa Zenit. No documento apresentado para a Assembléia Geral das Nações Unidas que se realizará esta semana, em Nova York, sobre a "responsabilidade de proteger", foi acolhido um trecho do Discurso do Papa Bento XVI quando de sua visita apostólica aos EUA. No discurso, o Papa ressaltava que " a responsabilidade de proteger é a base moral para o direito de um governo de exercer a autoridade" e também os princípios da soliedariedade e da subsidiariedade. Agora, a ONU meditará a palavra do Príncípe dos Apóstolos.

- Ministro italiano destaca valor da Caritas in Veritate, noticia ACI Prensa. O Ministro Giulio Tremonti, de Economia e Finanças da Itália, afirmou que a Encíclica papal é um "manual para a política e economia" deste novo século e que os líderes mundiais devem, como expressou o Papa, buscar promover o bem comum, e não só o progresso pelo progresso. Mais um grande reconhecimento para a Encíclica de Bento XVI. Que produza frutos!

- Eleitores questionam partidos portugueses sobre suas pretensões, informa Radio Vaticano. Entre as questões levantadas, estão a promoção dos direitos humanos, a proteção da Família, do Matrimônio entre homem e mulher e da vida me todas as suas etapas. Tomemos como exemplo para as eleições do próximo ano!

- Celam apóia o Cardeal Madariaga, de Honduras, noticia Zenit. “Queremos fazer chegar à sua eminência nossa saudação fraterna e sincera manifestação de solidariedade. Colocamos no altar do Senhor nossa oração por sua Eminência, pelos membros da Conferência Episcopal e por todo o povo hondurenho para que o Senhor da vida lhes dê sabedoria e valor necessário de tal forma que, utilizando os meios constitucionais, através de um diálogo sincero, se consolide a paz e a reconciliação desejada por todos”, diz a nota da Celam. A nota vem assinada, inclusive, por Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida. A Celam se soma, assim, a tantas Conferências que se puseram ao lado da Igreja de Honduras contra o totalitário Zelaya: Venezuela, Bolívia, Uruguai, Equador... Só a CNBB insiste em permanecer do lado do totalitarista Zelaya, coligada com comunistas venezuelanos, os abortistas Obama e Lula e o ditador de Cuba.

- Rússia vai pôr ensino religioso nas escolas, informa ACI Prensa. Ainda que o ensino do credo católica não vigore já no projeto inicial do Presidente Dimitri Medvedev, é um grande avanço para um país que anos atrás possuía uma Secretaria oficialmente dedicada à promoção do ateísmo e sofria na mão dos comunistas soviéticos. Dom Paolo Pezzi, Arcebispo de Moscou, recebeu com alegria a notícia.

sábado, 18 de julho de 2009

Piada pronta; CNBB e Honduras

Que a CNBB tem o costume de se pronunciar em defesa do indefensável e de se calar quando é o momento de defender a doutrina e a Igreja todos já sabem, mas agora a coisa ficou mais caricata! Enquanto a Igreja dos países socialistas é perseguida; Venezuela, Bolívia, Honduras, Nicarágua etc, por lutar contra o totalitarismo esquerdista, de cunho anti-cristão e oposto aos ensinamentos do Magistério, no Brasil boa parte do clero insiste em incensar as figuras mais horripilantes do panteão bolivariano.

A Conferência Episcopal de Honduras já declarou que no país vigora o Estado de Direito, que não houve golpe e que a retirada de Zelaya do poder se deu por uma clara desobediência da constituição por parte do ex-presidente; todas as atitudes tomadas, inclusive a convocação das forças armadas pelo Congresso e Suprema Corte para depor a presidência, estavam sustentadas sobre a lei nacional.

Entretanto, a CNBB, com a síndrome do pitaco, resolveu se pronunciar sobre o assunto, mostrando a forte presença da falácia esquerdista junto aos seus membros, e a enorme capacidade de, mesmo desconhecendo a realidade dos fatos, defender o argumento de golpe totalitário contra Zelaya, defesa esta que é movida apenas por uma paixão ideológica que não permite que o socialista da história seja visto como vilão pelos kamaradas da Conferência.

A Conferência Episcopal de Honduras se pronuncia http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2124&Itemid=34

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Alguém se importa com Honduras?

Chega a ser nauseante ver que muitos Bispos latino-americanos andam se pronunciando em defesa do chavista e anti-democrático ex-presidente Manuel Zelaya. O Bispo de El Alto, na Bolívia, Dom Jesús Júarez, disse que "que toda interrupção de um processo democrático é lamentável, e a democracia é o que caracteriza a pessoa humana, porque, ainda que com seus defeitos, se concebe que é o melhor sistema para a convivência humana". Já Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales e Presidente da Cáritas brasileira, disse que prestava solidariedade "a todos os que querem uma Honduras democrática, livre das consequências de golpes contra a ordem constitucional". Dom Pedro Casaldáliga, expressando seu anseio por uma América Latina "livre e unida", alertou que respeitar "a democracia ... é respeitar a vontade do povo".

Claro que esses Bispos desconhecem a realidade eclesiástica hondurenha e, obviamente, comungam das mais tresloucadas heresias da teologia da libertação. Vale lembrar, antes de qualquer coisa, que o dito golpe não passou de uma ação constitucionalmente legal. O Presidente Manuel Zelaya, um aspirante a Hugo Chavez sem petróleo, no ápice de sua prepotência ideológica projetou uma reforma constitucional visando a releição ad infinitum - o velho bê-a-bá da cartilha esquerdista latino-americana -, entretanto, "conforme ao contemplado no Artigo 239 da Constituição da República ‘Quem propõe a reforma’ deste Artigo, ‘cessa imediatamente no desempenho de seu cargo e fica inabilitado por dez anos para o exercício de toda função pública’." - assim lembrado pela Conferência Episcopal de Honduras. O Congresso e a Suprema Corte, fazendo valer o documento maior do país, impediu a consulta pública nos moldes planejados pelo Presidente, não obstante, fiel ao estilo bolivariano de governo, quis iniciar um jogo de poder com as instituições da nação, levantando a população e tentando fazer na marra um plebiscito.

A paixão ocidental pela democracia e a deformação do ideal do poder popular chegaram a níveis altíssimos. A crise atual em Honduras teve como estopim os atos de um Presidente, democraticamente eleito, mas que, desonrando a constituição que jurou seguir, pretendeu destruir as leis nacionais. O projeto de Zelaya não só sofreu com a oposição do Congresso e da Suprema Corte como sequer tinha respaldo constitucional. Assim, deposto pelas forças armadas, que convocadas pela justiça para fazer cumprir a ordem retiraram do poder o presidente - em Honduras não há impeachment. Em seguida o país viu empossado o presidente da câmara; não há um regime militar como a mídia quer pintar.

Pobre Honduras! Agora nem mesmo a sua constituição serve como lei para ordenar a nação! A OEA e os Bispos da Teologia da Libertação pressionam o país para que Manuel Zelaya volte para a presidência. Ora essa, reconduzir o pupilo chavista ao poder é rasgar a constituição nacional. Quer dizer que um presidente eleito democraticamente tem liberdade suficiente para destruir o equilíbrio entre as forças institucionais e reformar as leis do país no braço? Então podemos ser democraticamente anti-democráticos?

Um dos melhores frutos dessa história - além da própria derrubada do aspirante a ditador - foi descobrir que a Igreja de Honduras é séria e fiel ao verdadeiro espírito cristão. A Conferência Episcopal de Honduras, presidida pelo Cardeal Oscar Rodríguez Madariaga, se mostrou aliada do novo governo e contrária aos projetos anti-constitucionais de Zelaya. Inclusive pediu a OEA que prestasse "atenção a tudo o que vinha ocorrendo fora da legalidade na Honduras, e não somente ao acontecido a partir de 28 de junho recém passado." afirmando categoricamente que "os três poderes do Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário, estão em vigor legal e democrático, de acordo com a Constituição da República de Honduras".

Mas não estranhemos a posição dos Bispos da Teologia da Libertação! O que esperar de pastores que incensam Hugo Chávez, Evo Morales e Lula mas que abrem a boca para condenar uma legítima deposição de um presidente traidor da constituição? O mais irônico é que, quase sempre, os países que vivem sob a cartilha bolivariana nutrem uma aberta oposição à Igreja; vide a situação do clero boliviano e venezuelano.

Honduras sofreu com um Presidente que queria deformar a constituição nacional e agora padece com uma comunidade internacional pouco interessada no parecer das legítimas instituições do país; o Congresso e a Suprema Corte. Os arautos do politicamente correto – com destaque para a ONU que censura o novo governo de Honduras enquanto se abstém de condenar o genocídio no Sudão – querem impedir a correta aplicação das leis constitucionais de uma nação! Isso é a soma do devaneio democrático – a democracia não como um meio, mas como um fim – com a ascensão de um governo mundial!

Se o Congresso e a Suprema Corte de Honduras não sabem e não podem interpretar e aplicar a constituição do país é melhor rasgá-la e deixar que o poder seja aplicado pela Nova Ordem Mundial!