O Sumo Pontífice lançou nesta terça-feira a sua nova encíclica "Caritas in veritate". Além de ser um documento muito esperado, por abordar um tema social de extrema relevância em tempos de crise econômica, as palavras do Santo Padre exprimem a beleza da mensagem cristã até mesmo nos assuntos aparentemente laicizados. Uma das coisas que mais me espantou nesse encíclica foi a capacidade do Papa de correlacionar a sua explanação, não a restringindo, ao contrário, abrindo caminhos onde nem pensaríamos. O título da encíclica já é, por si só, um manifesto contra a forma como trilha o mundo; caridade sem verdade é hipocrisia! Se reconhecemos a Verdade na verdade por que, então, omitiríamos o seu testemunho? Se a caridade é motivada pelo amor em Cristo, e reconhecemos Nele a Verdade triunfante, por que agindo pelo amor não pregaríamos o Seu Evangelho e a Sua Igreja?
Alguns pontos me chamaram atenção; o Papa trouxe à tona a questão da vocação. Quase sempre a idéia de um chamado é vista como uma particularidade da vida religiosa. Essa perspectiva só tem fundamento num mundo laicizado, profanizado, onde não há Deus na vida pública e na vida social. Os homens não são apenas cristãos em seus lares e na esfera privada, são testemunhas de Cristo em todos os atos cotidianos. Assim, fiéis a Deus, buscando uma perfeição diária, perfeição esta que não é reflexo de um materialismo moderno de caráter egoístico, mas sim da procura pela plenitude em Deus e na luta contra o pecado, os cristãos devem viver no orbe como arautos do Senhor, convertendo em oração, mortificação, em fé, o trabalho, os problemas, as dívidas, a família.
O Santo Padre ainda ligou temas de grande importância na modernidade; o relativismo, a laicização, a crise moral, e até mesmo a "hermenêutica da descontinuidade". Ainda vale lembrar que para os economistas e globalistas sem uma vida espiritual, distantes de uma perspectiva cristã da realidade, as palavras do Papa não passarão de conselhos de auto-ajuda, pintando um mundo de cor-de-rosa, bem distante da prática do mundo real da macro e microeconomia.
Depois farei mais alguns comentários sobre a nova encíclica do Santo Padre.
Alguns pontos me chamaram atenção; o Papa trouxe à tona a questão da vocação. Quase sempre a idéia de um chamado é vista como uma particularidade da vida religiosa. Essa perspectiva só tem fundamento num mundo laicizado, profanizado, onde não há Deus na vida pública e na vida social. Os homens não são apenas cristãos em seus lares e na esfera privada, são testemunhas de Cristo em todos os atos cotidianos. Assim, fiéis a Deus, buscando uma perfeição diária, perfeição esta que não é reflexo de um materialismo moderno de caráter egoístico, mas sim da procura pela plenitude em Deus e na luta contra o pecado, os cristãos devem viver no orbe como arautos do Senhor, convertendo em oração, mortificação, em fé, o trabalho, os problemas, as dívidas, a família.
O Santo Padre ainda ligou temas de grande importância na modernidade; o relativismo, a laicização, a crise moral, e até mesmo a "hermenêutica da descontinuidade". Ainda vale lembrar que para os economistas e globalistas sem uma vida espiritual, distantes de uma perspectiva cristã da realidade, as palavras do Papa não passarão de conselhos de auto-ajuda, pintando um mundo de cor-de-rosa, bem distante da prática do mundo real da macro e microeconomia.
Depois farei mais alguns comentários sobre a nova encíclica do Santo Padre.