segunda-feira, 27 de julho de 2009

Missas no Rito ordináiro

Missa em latim e ad orientem, celebrada nas Filipinas, em honra ao aniversário do Concílio Vaticano II.

São Théophane Vénard


Nascido em Saint-Loup-sur-Thouet em Deux-Sèvres em uma família tradicionalmente católica. Seu pai após lecionar durante trinta anos em um instituto assume o cargo de secretário, a esposa durante toda a vida dedicou-se ao cuidado dos seis filhos: Melanie, Théophane, Henri, Eusèbe, Joséphine e Antonin, os dois últimos faleceram logo após o parto. Théophane se revelou logo uma criança doce e calma, enquanto cuidava das cabras e vacas com sua irmã Melanie ficava a ler, certa vez lendo a vida do mártir Jean-Charles Cornay disse para a irmã: “Irei para Tonkin* e serei mártir de Nosso Senhor Jesus Cristo!”.

Entrou para o colégio de Doué-la-Fontaine na Diocese de Angers. Na idade de 13 anos perde e mãe e manda este recado para sua família: “Fiquemos protegidos pelo escudo da fé nesta ocasião, recorramos a nossa religião ela por si só pode consolar nossas penas. Creio poder assegurar que nossa boa mãe está no céu.”

Em 1847, aos dezessete anos entra Théophane para o Seminário Menor de Montmorillon. "Sou o mais feliz dos homens!” escreve ele após o início das aulas.

Em 1850, concorda em servir nas Missões Estrangeiras, antes de sua partida convida o pai e os familiares para assistirem à cerimônia na qual será recebido como subdiácono, um mês depois recebe a benção paterna e parte para as missões. Apesar do entusiasmo gerado por estes acontecimentos, Sr.Vénard dá o seu consentimento sem a menor restrição.

Em 1851 é recebido no Seminário das Missões Estrangeiras, após sua partida o seu pai dirá: "Eu perdi a rosa mais bela do meu jardim." É ordenado diácono em Saint-Sulpice no Natal e depois sacerdote na Festa da Trindade em 1852. Por motivos de saúde não pode embarcar em setembro para Tonkin. Em setembro de 1857, com apenas vinte e oito anos, recebe como tarefa governar um distrito, dentro de seu ministério os perigos eram contínuos.

Na primavera de 1858 a igreja local de Tonkin está arruinada por causa da ocupação francesa, por toda região fiéis foram presos, torturados e mortos. Théophane é forçado a esconder-se, assim ele descreve: "Eles quebraram a parede de onde eu estava com um dos catequistas em três etapas, em um momento pensei que o martírio havia chegado até mim. Fracos são os esforços humanos, quando Deus se opõem aos seus desejos!" Ele será finalmente preso em 30 de novembro de 1860, após ser preso como bandido é encarcerado em uma jaula de madeira.

Poucos dias antes de sua morte escreve ao seu irmão mais novo Eusèbe uma última carta, dirigida a cada um de nós. Ele retoma símbolos usados por São Bernardo e tem como base um versículo da carta aos Hebreus (6,19), assim segue: "Você, querido irmão, penso que deves ficar no mar deste mundo, navegando por entre os escolhos. Conduza bem seu navio, que a cautela seja teu leme, a humildade teu lastro, Deus tua bússola e Maria Imaculada tua âncora de esperança.”

Foi decapitado em dois de fevereiro de 1861. Canonizado por SS. João Paulo II em 1988 com outros 117 mártires do Vietnam.

No final de sua vida, Santa Teresa do Menino Jesus já o venerava como santo.

*N.T. Norte do Vietnam

O Beato Théophane Vénard pelo Abade A.BODY
Obras de Boa Leitura 1909

“Talvez amanhã eu seja conduzido à morte! Bendita morte, não é? Desejada morte que leva a vida, segundo as probabilidades serei decapitado, gloriosa vergonha que terá recompensa no céu. Com esta notícia chorarás, mas de alegria!

Verá o teu irmão, com a auréola dos mártires coroando sua cabeça, a palma dos triunfantes fixada em sua mão!

Um pouco ainda e minha alma deixará a terra, encerrará seu exílio e terminará sua batalha. Eu subo ao céu, eu chego a Pátria, eu recebo a vitória. Entrarei no repouso dos eleitos, verei as beatitudes que os olhos humanos jamais viram, ouvir as harmonias que ouvidos jamais ouviram, apreciar as delícias que coração jamais provou.

Para que isso aconteça o grão de trigo deve ser moído e a uva prensada. Eu serei um pão, um vinho ao gosto do Pai de família.

Eu espero a graça do Salvador, a proteção de sua Mãe Imaculada, e é por isso que mesmo ainda na arena eu canto a canção do triunfo como se já possuísse a coroa de vencedor. E você, querida irmã, eu deixo no campo das virtudes e das boas obras, colha muitos méritos para a mesma vida eterna, aquela que esperamos os dois.

Colha a fé, a esperança, a caridade, a paciência, a doçura, a perseverança e uma santa morte!

Adeus, Melanie! Adeus, querida irmã. Adeus!!!"

Teu irmão,

Théophane Vénard, missionário apostólico

(Última carta dirigida a sua irmã)

Figura interessante nos últimos meses de vida de Santa Teresa do Menino Jesus é a do Bem-Aventurado Théophane Vérnad, a santa durante os estágios mais avançados de sua doença encontra na figura do missionário francês novo ânimos para suportar a dor e as "alfinetadas" que lhe são presenteadas pelas irmãs de comunidade.

Ela dedica ao missionário poemas e pequenas devoções, na cortina que cobria o seu leito na enfermaria ela pede que sejam fixados os santinhos da Sagrada Face e um de Théophane Vénard. Ela assume a mesma postura do sacerdote e caminha sem medo para a meta final que se aproxima, cria-se um diálogo terno entre os dois, o seu desejo de ser missionária e ainda mártir não se realiza em vias de fato, talvez por isso cresça sua devoção para com aquele que conseguiu tudo aquilo que ela mais invejava.

domingo, 26 de julho de 2009

Curtas MUNDO - Papa e ONU. Caritas in Veritate. Eleições em Portugal. CELAM e Honduras. Rússia.

- Sugestão de Bento XVI é acolhida pelo ONU, informa Zenit. No documento apresentado para a Assembléia Geral das Nações Unidas que se realizará esta semana, em Nova York, sobre a "responsabilidade de proteger", foi acolhido um trecho do Discurso do Papa Bento XVI quando de sua visita apostólica aos EUA. No discurso, o Papa ressaltava que " a responsabilidade de proteger é a base moral para o direito de um governo de exercer a autoridade" e também os princípios da soliedariedade e da subsidiariedade. Agora, a ONU meditará a palavra do Príncípe dos Apóstolos.

- Ministro italiano destaca valor da Caritas in Veritate, noticia ACI Prensa. O Ministro Giulio Tremonti, de Economia e Finanças da Itália, afirmou que a Encíclica papal é um "manual para a política e economia" deste novo século e que os líderes mundiais devem, como expressou o Papa, buscar promover o bem comum, e não só o progresso pelo progresso. Mais um grande reconhecimento para a Encíclica de Bento XVI. Que produza frutos!

- Eleitores questionam partidos portugueses sobre suas pretensões, informa Radio Vaticano. Entre as questões levantadas, estão a promoção dos direitos humanos, a proteção da Família, do Matrimônio entre homem e mulher e da vida me todas as suas etapas. Tomemos como exemplo para as eleições do próximo ano!

- Celam apóia o Cardeal Madariaga, de Honduras, noticia Zenit. “Queremos fazer chegar à sua eminência nossa saudação fraterna e sincera manifestação de solidariedade. Colocamos no altar do Senhor nossa oração por sua Eminência, pelos membros da Conferência Episcopal e por todo o povo hondurenho para que o Senhor da vida lhes dê sabedoria e valor necessário de tal forma que, utilizando os meios constitucionais, através de um diálogo sincero, se consolide a paz e a reconciliação desejada por todos”, diz a nota da Celam. A nota vem assinada, inclusive, por Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida. A Celam se soma, assim, a tantas Conferências que se puseram ao lado da Igreja de Honduras contra o totalitário Zelaya: Venezuela, Bolívia, Uruguai, Equador... Só a CNBB insiste em permanecer do lado do totalitarista Zelaya, coligada com comunistas venezuelanos, os abortistas Obama e Lula e o ditador de Cuba.

- Rússia vai pôr ensino religioso nas escolas, informa ACI Prensa. Ainda que o ensino do credo católica não vigore já no projeto inicial do Presidente Dimitri Medvedev, é um grande avanço para um país que anos atrás possuía uma Secretaria oficialmente dedicada à promoção do ateísmo e sofria na mão dos comunistas soviéticos. Dom Paolo Pezzi, Arcebispo de Moscou, recebeu com alegria a notícia.

sábado, 25 de julho de 2009

Pastoral do Pano

Espalhou-se pelas sacristias paroquiais um novo jargão eclesiástico, possuindo como finalidade definir um tipo muito "característico" de seminarista, era criada assim a "pastoral do pano" e obviamente os "seminaristas do pano”.

Usando de uma perspectiva caricata certos padres demonstrando aversão pela atual atitude religiosa dos pretendentes ao sacerdócio, que não possuem mais valores morais ou utopias sociais, mas preocupam-se com rendas encontradas na "25 de março" (rua comercial em São Paulo) e os mais novos modelitos eclesiásticos que circulam pelo bairro de Santa Cecília. (emitimos o nome da famosa grife paulistana para não sofrermos as penas legais por uso impróprio)

Infelizmente, as duas posturas possuem bases muito sólidas e exageros mais que notórios. Qual seria em sã consciência o padre que perderia metade de seu dia escolhendo bordados, alamares, tecidos italianos ou forros canadenses? Alguém com uma clara percepção de que o centro de toda a liturgia é ele, quem deve brilhar é ele e como ele não pode sair por aí desfilando uma Channel no braço ele coloca uma renda carregada de frustrações por baixo da casula altamente bordada.

Esperem caros leitores do DS! Minha senha não foi roubada e quem escreve não é um adorador de Boff encerrado em alguma taberna marxista por esse mundo afora. Quem escreve é alguém que diante de extremos mais que desnecessários sente-se incomodado e impelido a soltar algumas palavras.

Qual seria o sacerdote que em pleno uso de suas faculdades usaria durante três meses a mesma túnica, sempre suja e já com aquele cheiro muito bem definido ou ainda aquela estola com todas as cores litúrgicas e ao mesmo tempo sem ter nada de litúrgica? Quem usaria em todas as Santas Missas as mesmas alfaias ou jamais teria em seu armário uma casula? (visto que no Brasil sempre faz calor! Alguém me explica o frio de São Paulo então!)

Explico onde quero chegar caro (a) leitor (a), a linha que separa a Pastoral do Pano e a Heresia do Desleixo é muito tênue e translúcida, sendo facilmente ultrapassada por quem quer que seja. Aqueles que acusam a existência de uma escrupulosa preocupação na Pastoral do Pano, podem estar nadando a braços largos na Heresia do Desleixo e por sua vez aqueles que indicam com voz clara a falta de rendas e brocados dourados em certos sacerdotes praticantes da Heresia do Desleixo, podem do mesmo modo, estar de braços dados com a vaidosa Pastoral do Pano.

Não venho trazer o mapa de onde se encontra o Santo Graal e muito menos o endereço da famosa grife eclesiástica, venho expor da maneira mais clara possível (e espero não desrespeitar os leitores) a dor que me atinge ao ver como é raro ver uma situação onde o "bom" das duas situações esteja em harmônica consonância. Comum é ver seminaristas que gastam centenas em alvas sempre mais brocadas e bordadas, cíngulos sempre mais brilhantes e caros, batinas para cada estação do ano e não possuem sequer uma Bíblia para estudo ou um livro de espiritualidade que os acompanhe.

Muito menos raro é ver padres e seminaristas "sociais" com livros e livros espalhados por onde passam (livros nem sempre bons), discursos sociais lançados durante o café da manhã ou quem sabe durante o intervalo das aulas, e durante uma Santa Missa aparecem com uma túnica amassada, amarelada e o pior de tudo, fétida. Desejam a igualdade e mal conseguem respeitar a igualdade de narinas que o bom Deus deu a cada ser humano.

Triste ver um grupo discutindo sobre paramentos caros e todo o resto e quando questionados sobre alguma parte doutrinária ou ensinamento espiritual, sobre partes da Sagrada Escritura, mais que rapidamente mudam de assunto! Ou aqueles outros sociólogos de porta de Igreja, quando perguntados sobre qualquer coisa referente ao culto, lançam a pergunta para o grupo precedente, (que obviamente bem longe se encontra)

Tarefa nossa é demonstrar que barretes não escondem cabeças vazias e caridade com o próximo sofredor não implica em permanecer sujo durante a Santa Missa. Queremos o que a Igreja tem para nos dar e não o que as misérias humanas insistem em dispensar a bel-prazer, nossa geração quer ser como foram os verdadeiros santos, o piedoso São Felipe Neri que não deixava de fazer caridade para não sujar a batina, São Francisco de Assis que fazia caridade e não se via impedido de usar o hábito.

A ausência de utopias que nos acusam é divertidamente ilógica, ela está impressa nos mais belos vitrais, nas mais belas colunas góticas, nas ogivas que protegem a assembléia, nos santos paramentos que esperam por quem os use em vitrines de museus, nos mosteiros convertidos em hotéis de luxo, nas Igrejas vendidas para supermercados, nos padres esquecidos em asilos, nas verdadeiras obras de caridade que estão esquecidas, na misericórdia vivida plenamente e descrita nas mais simples hagiografias.

"Quem tem olhos veja".

Mostrar que o zelo pela Sagrada Liturgia não acaba em si, mostrar que o "sofrido povo de Deus" tem direito ao belo e digno é mais que necessário. Casulas realmente não enchem barrigas, mas piquetes também não glorificam ao Deus Eterno.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Missas no Rito ordinário

Missa no encerramento da Convenção Nacional Apologética, nas Filipinas, celebrada ad orientem e em latim.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Beato Antônio Chevrier, exemplo de santidade e pobreza evangélica

Antônio Chevrier, nasceu em 1826, em uma das inúmeras famílias que foram para a cidade de Lyon para trabalhar na indústria da seda. Lyon viveu um período muito conturbado: o canuts «insurreição de 1831, as demonstrações de 1834, a repressão que se seguiu, a proclamação da República em 1848. Antônio Chevrier ficou no seminário onde, durante algum tempo, realizou as reuniões do Clube dos Trabalhadores todas as semanas.

Foi ordenado sacerdote em 1850 e enviado a la Guillotière, um distrito de Lyon, do outro lado do rio Rhône, e que era maciçamente ocupado pelos trabalhadores. Ele ficou obcecado com a miséria que lá encontrou. Aqui está um excerto de um dos seus sermões: “A mesure que les grands de la terre s’enrichissent, à mesure que les richesses s’enferment dans quelques mains avides qui les recherchent, on dirait que la pauvreté croît, que le travail diminue et que les salaires ne sont pas payés. On voit de pauvres ouvriers travailler depuis l’aube du jour jusqu’à la profonde nuit et gagner à peine leur pain et celui de leurs enfants.” Ele visitou o povo, se familiarizou com as suas desconfortáveis casas, com seus rostos cansados e com os olhos das crianças saindo das fábricas. As cheias de 1856 fez-lhe ainda mais consciente da miséria e da forma como o povo da sua área vivia.

Na noite de Natal desse mesmo ano de 1856, ele estava meditando ante a manjedoura. Chevrier derramou o seu coração, como um amante, sem nenhum claro projeto na mente, exceto o de dar sua vida para o pequeninos, as crianças das zonas industriais. Tudo foi intuição, uma intuição muito simples. Ele percebeu que o Evangelho do Deus-feito-homem é fundamentalmente uma Boa Nova trazendo alegria às pessoas, uma mensagem de que Deus ama estar com os pequeninos e nos movimenta a proclamar sempre que o homem nunca vai estar sozinho novamente. Através desta contemplação do nascimento do Filho de Deus, na manjedoura da pobreza, ele descobriu que o amor apaixonado pela humanidade não é suficiente, nem o exime da sua angústia. A fim de os evangelizar, ele precisa ser um homem ouvindo a Cristo, fazendo o que Cristo fez, compartilhado da vida das pessoas pobres se tornando pobre como eles. Diz-se de Chevrier que ele saudou pequenos demônios e os transformou em santos. Milagre? Sim, na medida em que cada homem e cada mulher muda quando eles são amados.

Alguns pais enviaram os seus filhos delinquentes. Outros pediram para que Chevrier tirasse os seus filhos da prisão e os levasse para a viver com ele. Uma testemunha diz a respeito: "Eu vi muitas vezes jovens homens de 16 a 20 anos se preparando para fazer sua primeira comunhão. Alguns deles tinham trabalhado para viajar em circos e se tornaram peritos acrobatas, boxers, engolidores de espada, .... O tempo livre era um tempo durante o qual eles treinavam com êxito as suas aptidões para eventuais exposições.” O Prado era o local desses treinamentos.

Prado? Era um popular salão de dança de má reputação. Após muita hesitação e de uma profunda reflexão, Antônio Chevrier adquiriu este lugar em 1860. Ele manteve os jovens por seis meses, colocando-os completamente sob sua asa, porque queria ensiná-los, ajudá-los a descobrir Cristo em uma atmosfera de confiança e de simplicidade. Ele olhou para os associados, sacerdotes que estavam prontos para viver na pobreza, no meio dos pobres, de modo que os fizesse compreender o Evangelho em palavras fáceis e na forma de verdadeiras atitudes. As dificuldades foram muitas. Alguns padres não obtiveram a permissão para entrar. Outros não se adaptaram. Então Chevrier solicitou a autorização para formar os jovens para o sacerdócio por ele mesmo. Ele envolveu no seu trabalho alguns jovens, oferecendo-lhes uma formação baseada em valores do Evangelho e numa vida dedicada a Cristo e aos pobres. Um deles, Marie Boisson, se tornou a primeira Irmã do Prado. Ao longo de todos estes anos, Chevrier dedicou muito tempo a estudar os Evangelhos, a fim de contemplar a imagem de Jesus Cristo, que ele encontrou lá.

João Paulo II disse o seguinte para os seminaristas franceses e seus formadores reunidos em Lyon 14-15 Sept.2001:

"Os seminaristas e seus formadores são convidados a criar em conjunto uma comunidade de discípulos que reviva a experiência dos Doze unidos a Jesus (cf. Pastores dabo vobis, nr.60), de modo a aprender a viver e servir como Jesus fez. Para este efeito, é importante para eles não procurar honras, riqueza ou poder, mas sim para dar-se manso e humilde (Mt.11/29), pobres (Mt.5 / 3) e pequenos (Mt.11 / 25), assim imitando o Mestre, a fim de se tornarem Seus verdadeiros discípulos, para que todos aqueles que batam na porta possam se sentir respeitados e bem-vindos. Eles irão encontrar no Beato Antônio Chevrier e nos muitas Santos de França, dignos modelos da vida apostólica "(Doc. Cath. 21 Out. 2001, nr.2256)

Retirado e traduzido do site do Instituto do Prado

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Digno de nota é a direção espiritual feita pelo Beato Antônio Chevrier a senhora Marie Marthe Tamisier, considerada a fundadora dos Congressos Eucarísticos Internacionais. Essa devota dama francesa era dirigida espiritualmente pelo grande São Pedro Julião Eymard, fundador dos Padres do Santíssimo Sacramento, considerado Apóstolo da Eucaristia. Depois da sua morte, em 1868, Marie Tamisier correu para a Ars, e em prece aos pés do túmulo de São João Maria Vinnaey clamou a Deus para que pudesse ser agraciada com um novo diretor tomado pelo fervor evangélico. Alguns dias depois um amigo a encorajou a ir até Lyon, onde vivia o Apóstolo dos Mendigos, Pe. Chevrier.

Quando ela viu Pe. Chevrier ficou surpresa; ele vestia roupas velhas e vivia sob a mais genuína pobreza cristã. Além disso, o santo sacerdote foi enfaticamente duro com a senhora Tamisier; "Você deseja servir a Deus, mas não sabe nada da vida cristã! É necessário ser um santo e fazer as obras dos santos para entrar no céu. É necessário seguir as palavras de Jesus no Evangelho “Vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; Depois, vem e segue-me.” Ainda continuou "não ter nada, você deve se tornar um mendigo! Pare a primeira mulher que conhecer e pede para trocar as suas roupas com a dela, se cobre com trapos, e então começa a servir ao Senhor. Quando você sentir que tem a força para viver assim, venha a mim e eu vou com prazer dirigir a sua alma.” Senhora Tamisier gostava da sua vida, das suas roupas, do seu mundo, ela não entendia o motivo de uma pobreza tão radical. Depois de alguns meses foi ao encontro de Pe. Chevrier e este a disse: "Você mudou a sua mente? Faça-o agora! Sua vocação é a de pedinte nas ruas, como um mendigo do Santíssimo Sacramento!" Ela sabia, realmente, que Pe. Chevrier falava a verdade, mas também sabia e reconhecia a sua fraqueza em segui-lo.

Depois de muita oração e clamor ao Senhor a dama Tamisier recebeu a graça de Deus. Ela voltou para Lyon onde se encontrou com Pe. Chevrier e disse o que ele tanto queria ouvir: “Padre, estou pronta para o sacrifício”. Tão ilustre sacerdote sabia que o importante, antes de tudo, era a pobreza espiritual; não necessariamente os pobres em matéria eram pobres em espírito e não necessariamente os ricos em matéria eram ricos em espírito. Chevrier não rasgou as vestes de Tamisier, não mandou que vendesse seus bens, mas mesmo assim se tornou seu diretor espiritual, afinal o maior sacrífico, o da alma, ela já havia feito. Pe. Chevrier disse a ela: “Você irá trabalhar, mas você não verá os frutos do seu trabalho e ainda irá se deparar com muitas dificuldade no seu trabalho para fazer o Santíssimo Sacramento conhecido e amado”

E assim aconteceu. O que começou de maneira pequena, simples e desorganizada se tornou num dos eventos mais sublimes da catolicidade; o Congresso Eucarístico Internacional

terça-feira, 21 de julho de 2009

Missas no Rito ordinário

Missa em ação de graças pela canonização de São Carlos de Monte Argus, celebrada pela comunidade passionista da Irlanda.






segunda-feira, 20 de julho de 2009

Modelo de sacerdócio

Beato Antônio Chevrier talvez seja um dos maiores exemplos de vivência da radicalidade evangélica. No seu livro, "O Verdadeiro Discípulo", ele forja em palavras, como um metal ardente, um manual de edificação, um guia para a compreensão plena de Nosso Senhor; "Jesus Cristo é tudo!" No mundo moderno a mensagem de Chevrier pode ser vista como ultrapassada, velha, antiquada, ou então podada através de uma caricata "contextualização", ou seja, todo o seu fervor era reflexo de uma época, hoje não caberia mais.

Lendo algumas das palavras de Beato Antônio Chevrier e comparando com muitas das tristes atitudes de certos Sacerdotes vemos como, infelizmente, existem presbíteros que não honram o seu ministério:

“Quanto mais somos de Deus, tanto mais somos opostos às idéias e às loucuras do mundo e mais também o mundo nos odeia e nos persegue (...) Somos de tal modo inclinados às coisas naturais, temos tanta dificuldade em manter-nos à altura da nossa vocação que o contato com o mundo não nos pode ser senão muito funesto (...) Torna-se depressa mundano ao freqüentar as pessoas mundanas.

Não se deveria, parece-me, ver o sacerdote senão no púlpito, no confessionário e no altar; junto dos pobres e dos doentes. Em qualquer parte, o sacerdote expõe-se à crítica e a se tornar ele próprio mundano ao adquirir os gosto e as idéias do mundo (...) O sacerdote deve fugir de tudo o que cheira a mundo, e quando tem necessidade de descansar um pouco, deve ir para um lugar isolado (...) É necessário fugir do mundo.

(...)

Devemos, pois, suprimir do nosso exterior todo o adorno inútil e ocupar-nos muito mais em adornar o homem interior que se não vê, do que em adornar o homem exterior que se vê.

Devemos suprimir todo o ornamento exterior, tais como anéis, flores, brincos, correntes de ouro ou de prata, pingentes, relógio de ouro, pedraria, ainda que tais objetos provenham da família.

Não devemos ter nenhum ornamento exterior, nem sequer de estimação, exceto o crucifixo.

Devemos suprimir das nossas vestes tudo o que cheira a luxo, elegância etiqueta, finura, requinte, arranjo, limpeza excessiva, tais como roupa branca fina, engomada, colarinhos, punhos, sapatos de verniz, borlas etc...tudo o que agrada, é bonito, engraçado, amável, o que seduz o olhar.

Devemos evitar cuidar demasiadamente do nosso corpo, dos nossos cabelos, do nosso rosto, das nossas mãos, das nossas unhas, da nossa pele. Nunca servir-nos de cremes, perfumes, de sabão odorífero, de espelho: basta ter um espelho para fazer a barba e lavar o rosto e se pentear uma vez; não admirar, contemplar-se, não procurar o bom aspecto, o porto, o bom tom etc...

Nunca servir-se destas coisas delicadas e sedosas que se utilizam no mundo; faz-se do seu corpo um pequeno ídolo que se prepara para o fazer admirar no mundo ou em sua própria casa.

Quanto se opõe este culto do corpo ao espírito evangélico

(...)

O verdadeiro ornamento do corpo é a pureza e a modéstia

(...)

Usar o cabelo curto, uma batina de sarja sem corte pronunciado, sapatos simples e pobres e todo o resto. Fazer a barba duas vezes por semana. Não tomar banho senão quando necessário. Obrigar-se a fazer a tonsura de joelhos para nos recordar esta renúncia ao nosso corpo e também à nossa realeza espiritual sobre o mundo a todas as sua vaidades. (...) Para se conservar puro, é preciso renunciar a todo o prazer proibido, a toda a agitação, emoção que perturbe a carne e lhe dê sensações sensuais"

sábado, 18 de julho de 2009

Mais curtas - Visita aos Legionários. Anglicanos e Homossexualismo. Obama. São Camilo.

- A Visita Apostólica aos Legionários de Cristo irá demorar, afirma o Presidente da Conferência Episcopal Mexicana, D. Carlos Aguiar Retes. O Bispo salientou que a Santa Sé espera conhecer mais a vida interna desta Congregação e auxiliar-lhes a superar o momento difícil por que passam; ao fim da visita, observou o Bispo, a Santa Sé analisará o caso em "segredo pontifício". A notícia é de ACI Prensa.

- Anglicanos dos EUA, os episcopalianos, aprovam ordenação episcopal de homossexuais. É mesma comunidade que renegou o celibato clerical e permite a ordenação sacerdotal de homossexuais e mulheres. A aprovação se deu durante uma convenção geral em Anaheim, California, presidida pela "Bispa" Kathleen Jefferts Schori. A decisão agravará ainda mais a cisão entre os episcopalianos e os anglicanos tradicionais, bem como com a Igreja Católica. A notícia é novamente de ACI Prensa. As ordenações sacerdotais de homossexuais e mulheres e a "corda-bamba moral" em que se envolve a denominação anglicana é o principal motivo para o retorno cada vez mais crescente de anglicanos tradicionais à Igreja Católica. Quem quiser entender melhor a problemática, sugerimos o artigo de Pedro Ravazzano, publicado em Veritatis Splendor, "Igreja Anglicana: Católica, Via Média ou Protestante?"

- O Presidente Barack Obama nomeou uma médica católica como Cirugiã Geral dos EUA. Trata-se de Regina Benjamin, médica rural de Alabama. Não se conhece a postura da Dra. Benjamin sobre temas como o aborto e a defesa da vida, mas é significativo que em 2006 a média tenha recebido do Papa Bento XVI a medalha Pro Ecclesia et Pontifice (Pela Igreja e pelo Pontífice) por seu trabalho humanitário. O Vigário-Geral da Arquidiocese de Mobile, Mons. Michael L. Farmer, afirmou que a Dra. Benjamin é uma pessoa encantadora e notável. Os católicos norte-americanos esperam que agora a médica mantenha a coerência com os ensinamentos cristãos sobre o aborto e a vida humana no desempenho de sua função. Talvez o encontro de Obama com o Santo Padre já esteja surtindo efeito... A notícia é mais uma vez de ACI Prensa.

- Coração incorrupto de São Camilo de Lellis permanece até o dia 20 de Julho em Lima, Peru, onde está em comemoração ao terceiro centenário da presença dos Servos dos Enfermos no País. Faz três meses que a relíquia está no Peru, e desde então foi exposta e já visitou inúmeros hospitais. Hoje, 18 de Julho, foi celebrada uma Missa em honra de São Camilo na Basílica Catedral de Lima. São Camilo, após ser curado de uma ferida profunda e converter-se, dedicou sua vida ao serviço dos doentes e fundou uma congregação de padres cujo carisma é este mesmo serviço. Notícia de ACI Prensa (a última de hoje...).

As CEB's em ação no Brasil

Enquanto Honduras está à beira do totalitarismo, lutando contra o verdadeiro golpe de Zelaya, no Brasil os Bispos se preocupam com as CEB's. Será aberto o 12º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base no próximo dia 21 de Julho; o encontro irá até o dia 25.

O tema do encontro reflete a nova bandeira do comunismo na América Latina: "CEB's - Ecologia e Missão"; e o lema é: "Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia". Tristes lembrança daquela perniciosa e marxistóide Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia em 2007 e da papel do Padre Zezinho, SCJ, cantando diante do Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil um hit ridículo sobre a Amazônia, ao olhar estarrecido de Sua Santidade.

Segundo informa Gaudium Press, quem abrirá o Encontro é o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e o evento contará com a participação do prêmio Nobel da Paz, a guatemalteca Rigoberta Menchu, o arcebispo emérito da Paraíba, dom José Maria Pires, e a ex-ministra e atual senadora Marina Silva. O encontro debaterá a situação de indígenas e quilombolas - com certeza, a julgar pela influência da Teologia da Libertação nas CEB's, o debate versará sobre como fazer uma pólítica comunistizante, contraceptiva e de invasão de terra com eles, mas nada sobre evangelizá-los e praticar a verdadeira caridade cristã.

Após não poder mais levantar a bandeirola da foice e do martelo, o comunismo precisou encontrar outras bandeiras às quais agarrar-se: agarrou-se à bandeira dos sutiãs queimados das feministas; segurou firmemente a bandeira arco-íris dos gayzistas; e também põe a mão na bandeira verde dos ecologistas, que condenam o progresso econômica e buscam o igualitarismo a partir do pretexto de "defender a natureza" (quando a defesa da Criação é só uma desculpa sórdida para seus reais propósitos e nada tem a ver com o desenvolvimento sério sugerido pelos Pontífices, em especial, Bento XVI, na sua Caritas in Veritate).

E tudo isto, toda esta comunistização, é patrocinada no Brasil pelos Bispos brasileiros, impregnados de Teologia da Libertação (sobrando raríssimas exceções, que por dever de justiça, devemos relevar), unidos sob o signo da CNBB, que se apresenta como católica - quando na verdade deveria apresentar-se como "anti-católica". Os maiores inimigos da Igreja Católica no Brasil são justamente Suas Excelências, os Sucessores dos Apóstolos, que ao invés de levantarem seu báculo e empunharem a Cruz de Cristo, levantam a bandeira da Revolução e empunham a foice e o martelo.

Que a Virgem Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por esta miserável Terra de Santa Cruz.