sábado, 18 de julho de 2009

Mais curtas - Visita aos Legionários. Anglicanos e Homossexualismo. Obama. São Camilo.

- A Visita Apostólica aos Legionários de Cristo irá demorar, afirma o Presidente da Conferência Episcopal Mexicana, D. Carlos Aguiar Retes. O Bispo salientou que a Santa Sé espera conhecer mais a vida interna desta Congregação e auxiliar-lhes a superar o momento difícil por que passam; ao fim da visita, observou o Bispo, a Santa Sé analisará o caso em "segredo pontifício". A notícia é de ACI Prensa.

- Anglicanos dos EUA, os episcopalianos, aprovam ordenação episcopal de homossexuais. É mesma comunidade que renegou o celibato clerical e permite a ordenação sacerdotal de homossexuais e mulheres. A aprovação se deu durante uma convenção geral em Anaheim, California, presidida pela "Bispa" Kathleen Jefferts Schori. A decisão agravará ainda mais a cisão entre os episcopalianos e os anglicanos tradicionais, bem como com a Igreja Católica. A notícia é novamente de ACI Prensa. As ordenações sacerdotais de homossexuais e mulheres e a "corda-bamba moral" em que se envolve a denominação anglicana é o principal motivo para o retorno cada vez mais crescente de anglicanos tradicionais à Igreja Católica. Quem quiser entender melhor a problemática, sugerimos o artigo de Pedro Ravazzano, publicado em Veritatis Splendor, "Igreja Anglicana: Católica, Via Média ou Protestante?"

- O Presidente Barack Obama nomeou uma médica católica como Cirugiã Geral dos EUA. Trata-se de Regina Benjamin, médica rural de Alabama. Não se conhece a postura da Dra. Benjamin sobre temas como o aborto e a defesa da vida, mas é significativo que em 2006 a média tenha recebido do Papa Bento XVI a medalha Pro Ecclesia et Pontifice (Pela Igreja e pelo Pontífice) por seu trabalho humanitário. O Vigário-Geral da Arquidiocese de Mobile, Mons. Michael L. Farmer, afirmou que a Dra. Benjamin é uma pessoa encantadora e notável. Os católicos norte-americanos esperam que agora a médica mantenha a coerência com os ensinamentos cristãos sobre o aborto e a vida humana no desempenho de sua função. Talvez o encontro de Obama com o Santo Padre já esteja surtindo efeito... A notícia é mais uma vez de ACI Prensa.

- Coração incorrupto de São Camilo de Lellis permanece até o dia 20 de Julho em Lima, Peru, onde está em comemoração ao terceiro centenário da presença dos Servos dos Enfermos no País. Faz três meses que a relíquia está no Peru, e desde então foi exposta e já visitou inúmeros hospitais. Hoje, 18 de Julho, foi celebrada uma Missa em honra de São Camilo na Basílica Catedral de Lima. São Camilo, após ser curado de uma ferida profunda e converter-se, dedicou sua vida ao serviço dos doentes e fundou uma congregação de padres cujo carisma é este mesmo serviço. Notícia de ACI Prensa (a última de hoje...).

As CEB's em ação no Brasil

Enquanto Honduras está à beira do totalitarismo, lutando contra o verdadeiro golpe de Zelaya, no Brasil os Bispos se preocupam com as CEB's. Será aberto o 12º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base no próximo dia 21 de Julho; o encontro irá até o dia 25.

O tema do encontro reflete a nova bandeira do comunismo na América Latina: "CEB's - Ecologia e Missão"; e o lema é: "Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia". Tristes lembrança daquela perniciosa e marxistóide Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia em 2007 e da papel do Padre Zezinho, SCJ, cantando diante do Papa Bento XVI em sua visita ao Brasil um hit ridículo sobre a Amazônia, ao olhar estarrecido de Sua Santidade.

Segundo informa Gaudium Press, quem abrirá o Encontro é o Arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, e o evento contará com a participação do prêmio Nobel da Paz, a guatemalteca Rigoberta Menchu, o arcebispo emérito da Paraíba, dom José Maria Pires, e a ex-ministra e atual senadora Marina Silva. O encontro debaterá a situação de indígenas e quilombolas - com certeza, a julgar pela influência da Teologia da Libertação nas CEB's, o debate versará sobre como fazer uma pólítica comunistizante, contraceptiva e de invasão de terra com eles, mas nada sobre evangelizá-los e praticar a verdadeira caridade cristã.

Após não poder mais levantar a bandeirola da foice e do martelo, o comunismo precisou encontrar outras bandeiras às quais agarrar-se: agarrou-se à bandeira dos sutiãs queimados das feministas; segurou firmemente a bandeira arco-íris dos gayzistas; e também põe a mão na bandeira verde dos ecologistas, que condenam o progresso econômica e buscam o igualitarismo a partir do pretexto de "defender a natureza" (quando a defesa da Criação é só uma desculpa sórdida para seus reais propósitos e nada tem a ver com o desenvolvimento sério sugerido pelos Pontífices, em especial, Bento XVI, na sua Caritas in Veritate).

E tudo isto, toda esta comunistização, é patrocinada no Brasil pelos Bispos brasileiros, impregnados de Teologia da Libertação (sobrando raríssimas exceções, que por dever de justiça, devemos relevar), unidos sob o signo da CNBB, que se apresenta como católica - quando na verdade deveria apresentar-se como "anti-católica". Os maiores inimigos da Igreja Católica no Brasil são justamente Suas Excelências, os Sucessores dos Apóstolos, que ao invés de levantarem seu báculo e empunharem a Cruz de Cristo, levantam a bandeira da Revolução e empunham a foice e o martelo.

Que a Virgem Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por esta miserável Terra de Santa Cruz.

Itália vai propor à ONU resolução anti-aborto

Mais uma feliz notícia vinda das terras do Lácio. A Câmara de Deputados da Itália aprovou uma moção contra o aborto. O governo italiano agora pretende levar à ONU uma resolução condenando o aborto como meio de controle da natalidade - é sabido que a ONU reiteradas vezes tenta impor à comunidade internacional o aborto como meio de controle da natalidade, como fez no Egito, em 1994, na Conferência sobre a População e o Desenvolvimento, e na China, em 1995, na Conferência sobre a Mulher, momentos nos quais o Papa João Paulo II atuou ativamente contra feministas e abortistas. Esperemos que novas boas notícias venham da Itália e que o país possa fazer uma valorosa luta em defesa da vida das crianças e contra o aborto na arena da ONU.

A notícia abaixo é de Gaudium Press.

Câmara italiana aprova moções contra o aborto

Publicado 2009/07/17
Autor: Gaudium Press
Secção: Mundo

Roma (Sexta, 17-07-2009, Gaudium Press) A Câmara dos Deputados italiana aprovou integralmente nesta quarta-feira moções contra o aborto como instrumento de controle de nascimentos. Agora, o governo italiano se empenha em propor à Assembléia Geral da ONU uma resolução anti-abortista para "condenar o uso do aborto como instrumento de controle demográfico e de natalidade e afirmar o direito de toda mulher a não ser obrigada ou induzida a abortar, favorecendo políticas que ajudem a remover as causas econômicas e sociais do aborto."

A votação, que aconteceu ontem, teve 228 votos favoráveis. A moratória internacional do aborto obrigatório é uma iniciativa que partiu do presidente do partido UDC (União dos Democratas Cristãos e Democratas de Centro,), Rocco Buttiglione, que ontem disse que "o aborto é uma escolha obrigatória, contra as mulheres e as crianças. Países nos quais o aborto é obrigatório depois do primeiro filho são aproximadamente um quarto da humanidade". A coalizão governista formada pelos partidos Povo da Liberdade (PDL) e Liga Norte, também apoiaram a moratória.

"Todos concordamos que o aborto é de qualquer maneira um mal, mas nos dividimos sempre entre quem é pela vida e quem é pela livre escolha das mulheres. É hora de contrastar quem é contra a vida quem é contra a escolha", disse Buttiglione.

O Vaticano mostrou satisfação pela aprovação dos documentos, sendo que o presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, cardeal Renato Raffaele Marino, disse que se trata de "um grande sim à vida e um grande passo na promoção do direito fundamental da vida".

"Espero que agora a moção siga adiante na ONU, onde poderá ganhar outros consensos", comentou Martino.


Comunidade cristã ameaçada no Paquistão

(16/7/2009) Segundo o jornal L'Osservatore Romano, no Paquistão os talibãs retomaram uma maciça campanha de intimidação contra as minorias religiosas do país. Numa carta enviada ao centro multimédia administrado pelo Departamento de Comunicação da Conferência Episcopal do Paquistão, os cristãos são convidados a deixarem aquela região, a converterem – se ao Islão e a pagarem um milhão e meio de rupias ou serão atingidos por um atentado suicida.

As ameaças também foram enviadas à Catedral do Sagrado Coração da cidade de Lahore e a associações e escolas católicas.

Algumas denominações cristãs já se organizaram para sensibilizar a sociedade acerca do perigo do extremismo religioso, e convocaram para o dia 16 de Agosto próximo uma Jornada ecuménica de justiça social.

Além disso, as comunidades cristãs de todas as confissões pedem ao governo uma reforma estrutural, a nível legislativo e político, para evitar que as violações contra as minorias religiosas se expandam com o passar do tempo.

O secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz da Igreja paquistanesa, Padre Peter Jacob, afirmou à agência Asianews que "a situação é delicada e é evidente um clima de tensão", mas destacou também a vontade de "continuar o trabalho pelo bem do país e das pessoas".

O Padre Peter Jacob confirma as ameaças de sequestro com fins de extorsão, uma situação que preocupa, mas que não os impede de prosseguirem o trabalho.

Reiterou a importância de organizações empenhadas na assistência aos refugiados do vale de Swat e no distrito de Malakand, aos quais fornecem alimentos e géneros de primeira necessidade.

Fonte: Radio Vaticano.

Comentário: Enquanto os cristãos sofrem perseguições com o Islão na Ásia e na África, muitos dos quais sendo martirizados, ninguém parece lhes dar atenção. Obama continua se preocupando demais com o aborto, os Bispos brasileiros com Manuel Zelaya, a ONU com o suposto "golpe" em Honduras, as organizações judaicas com a malfadada história de que "Pio XII não fez nada", a Imprensa fala de "padres pedófilos", etc... Só a Santa Sé continua sua cruzada silenciosa para denunciar as perseguições e diplomaticamente resolvê-las. Mas ninguém parece lhes dar atenção. É assim que o Cristianismo cresce cada vez mais justamente na Ásia e na África: na discrição, no silêncio, na simplicidade, regado pelo "sangue dos mártires" que é "semente de novos cristãos".

Curtas - Saúde do Papa. Igreja e Rússia. Presidente da Itália.

- O Papa Bento XVI deixou o hospital e regressa a Les Combes. Conforme amplamente noticiado, o Papa fraturou o pulso num acidente durante o banho. Passou por uma cirurgia simples de pouco mais de 20 minutos e logo poderá voltar a escrever e tocar piano. Bento XVI já retornou à residência de férias em Les Combes. É a primeira vez que Bento XVI precisa ir ao hospital desde que eleito Papa - graças a Deus o Senhor protege a saúde deste santo homem de idade avançada, e que tanto bem tem feito à Igreja! Segundo o porta-voz oficial do Vaticano, o Padre Federico Lombardi, o Papa só lamenta não poder escrever, coisa que desejava bastante nestes dias de férias. A notícias são de ACI Prensa e de Radio Vaticano.


-
Relações entre a Igreja e a Rússia melhoraram, afirmou o Arcebispo de Moscou, Dom Paolo Pezzi. Como bem se sabe, à época da extinta - Deo gratias! - União Soviética os católicos eram perseguidos e não tinham direito algum no terriotório soviético. Hoje, passados quase 20 anos da queda da URSS, as melhoras nas relações Rússia-Igreja já podem ser vistas, diz o Arcebispo. Dom Paolo Pezzi espera o reconhecimento da comunidade católica a diferentes níveis pelo poder civil e a resolução das problemáticas envolvendo os lugares de culto. A notícia é de Zenit.

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Presidente da Itália agradece ao Papa pela sua Encíclica Caritas in Veritate, agradecimento vindo de um antigo membro proeminente do Partido Comunista Italiano. O Presidente Giorgio Napolitano disse concordar com Bento XVI sobre a promoção do integral desenvolvimento humano e afirma que a mensagem do Papa é de especial relevância para uma sociedade afetada pela crise. A notícia é de Zenit.

A hermenêutica da ruptura em fotos

Madre Fundadora - Tapamos os olhos para manter o anonimato e para que não veja o que vem em seguida...Uma religiosa desta congregação em princípios do séc. XX. Se encontra em processo de canonização.Anos 50 - 60Anos 60 - 70Anos 70.
Atual Conselho Geral. A seta aponta para a Madre Geral, ou como queiram chamar agora. Jovens religiosas. Por que tanto cortaram o cabelo se véu não usam mais?
Religiosas!
Mais religiosas. Se não fosse pelo retrato da fundadora eu diria que era uma assembléia de condomínio. As últimas, em todos os sentidos!

Piada pronta; CNBB e Honduras

Que a CNBB tem o costume de se pronunciar em defesa do indefensável e de se calar quando é o momento de defender a doutrina e a Igreja todos já sabem, mas agora a coisa ficou mais caricata! Enquanto a Igreja dos países socialistas é perseguida; Venezuela, Bolívia, Honduras, Nicarágua etc, por lutar contra o totalitarismo esquerdista, de cunho anti-cristão e oposto aos ensinamentos do Magistério, no Brasil boa parte do clero insiste em incensar as figuras mais horripilantes do panteão bolivariano.

A Conferência Episcopal de Honduras já declarou que no país vigora o Estado de Direito, que não houve golpe e que a retirada de Zelaya do poder se deu por uma clara desobediência da constituição por parte do ex-presidente; todas as atitudes tomadas, inclusive a convocação das forças armadas pelo Congresso e Suprema Corte para depor a presidência, estavam sustentadas sobre a lei nacional.

Entretanto, a CNBB, com a síndrome do pitaco, resolveu se pronunciar sobre o assunto, mostrando a forte presença da falácia esquerdista junto aos seus membros, e a enorme capacidade de, mesmo desconhecendo a realidade dos fatos, defender o argumento de golpe totalitário contra Zelaya, defesa esta que é movida apenas por uma paixão ideológica que não permite que o socialista da história seja visto como vilão pelos kamaradas da Conferência.

A Conferência Episcopal de Honduras se pronuncia http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2124&Itemid=34

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Missa no Mosteiro de Santa Teresa (SP)


Algo raro hoje é encontrar um local em que a Liturgia seja respeitada em toda sua sublimidade, e quando encontramos tais lugares assemelham-se a pequenos oásis onde os sedentos podem beber durante algum tempo de um manancial tão puro e antigo.

Nos habituamos a denunciar os abusos, e da mesma forma, devemos anunciar onde existem tais oásis. Hoje toda a venerável Ordem Carmelita celebra sua mais que reverendíssima Patrona, na cidade de São Paulo existe um Carmelo, onde as monjas descalças guardam a mais absoluta clausura, Carmelo com o qual desde a certo tempo venho travando certos contatos.

Sabendo que pela manhã seria celebrada a Missa Solene, não pensei duas vezes se iria. A capela do mosteiro é simples e sem grandes ornamentos, no altar-mor dominam as imagens de Santa Teresa de Jesus, São João da Cruz e Santa Teresa do Menino Jesus; um belo retábulo contém o Sacrário ladeado por seis grandes castiçais. O altar é simples e mais simples ainda o ambão e a sede.

Dois altares laterais são presididos pelas imagens da Virgem do Monte Carmelo e o outro pelo Excelso São José, do pequeno presbitério avista-se a grade que dá para o coro das religiosas, entre a grande e o coro duas enormes treliças de madeira impedem a visualização das religiosas em seus momentos privados de oração; ao lado um comungatório simples e que pela solenidade celebrada encontrava-se ornado com flores. Uma lamparina suspensa acima do presbitério indica a presença Eucarística, tudo inspira a mais sincera humildade, as flores são singelas, as alfaias sem grandes ornamentos.

Na sacristia reina a mais perfeita ordem, um grande acaz domina todo o espaço sendo encimado por um crucifixo, em uma sala lateral encontra-se a roda pela qual a monja sacristã mantém contato com o sacristão.

Um santo sacerdote antes da Santa Missa atende ao fiéis em confissão, piedosas senhoras recitam o rosário e os fiéis em grupos vão chegando e lotando aos poucos a pequena capela. A cena é no mínimo interiorana, véus vão sendo retirados das bolsas, senhores abrem os missais...a cena é atemporal.

Como acólito sou convidado a acender as velas do altar e pela proximidade da grade ouve-se o afinar de alguns instrumentos, roucas vozes parecem passar pelas treliças centenárias de madeira. As grades munidas de grossos espinhos oferecem um aspecto sombrio ao que ali dentro se desenrola.

Saímos da sacristia e nos preparamos para a procissão de entrada, do fundo da capela a visão que nos é oferecida é memorável, o altar florido e iluminado, bancos lotados e o rosário sendo recitado. Quando algo interrompe o passar dos terços, duas pequenas mãos abrem as treliças, acendem-se as luzes do coro e uma monja com voz quase infantil recita as intenções do dia, as quais vão desde falecimentos até profissões religiosas.

Um doce flauta puxa o coro de vozes femininas que cantam as glórias da Excelsa Patrona Carmelita, a procissão segue, todos acompanham reverentes e silenciosos. A fumaça do incenso que sobe ladeando o altar não se importa com as duras grades e invade o coro das religiosas encobrindo-as mais uma vez com sua couraça opaca. Pequenas e grandes, idosas e jovens, sorridentes e sérias, todas voltadas para o presbitério em seu hábito solene prestam a mais digna atenção. No fundo do coro uma imagem da Virgem enfeitada com flores preside a assembléia.

Suaves sons de flauta doce, violino e órgão trocam de lugar com o incenso e invadem a capela pelas grades causando a mais visível alegria nos fiéis.

A Santa Missa prossegue, as religiosas vão proclamando as leituras de forma pausada que somente quem desconhece o tempo e ama a eternidade poderia fazer, o salmo é cantado a plenos pulmões por algumas noviças e postulantes que se escondem por trás de véus brancos. Todas ouvem a homilia sentadas em pequenas banquetas de madeira no meio do coro, o que permite visualizar o campo florido de véus brancos e pretos, as capas que caindo no chão parecem asas descansando do vôo. Um solo de violino introduz o ofertório, todas atentas oferecem a própria vida junto com as oblatas (como é costume entre as monjas carmelitas), pela consagração todas se ajoelham, que visão bela...tal qual a entrada de uma grande dignidade todas de cabeças curvadas, os hábitos parecem sem vida, mãos e rostos não são vistos, a sineta e o turíbulo ritmam a contemplação. No momento da comunhão, ao som de Ave Verum Corpus (que retirou um reprimido suspiro da assembléia) a porta do comungatório é aberta e uma por uma elas passam diante do sacerdote que lhes ministra o Santíssimo Sacramento, voltam todas silenciosas para os lugares e tal qual na comunhão totalmente encobertas e voltadas para dentro de si, nada pode as preocupar, a união é tal que as impede de olhar para fora.

Terminada a benção final, o sacerdote dirigi-se até a grade e por uma pequena entrada aberta pela madre, oferece a cada irmã um escapulário que é recebido com um sorriso ou algum aviso para o padre. Bem sabe o padre que aqueles escapulários servirão para muitos outros e não para elas. As treliças são fechadas mais uma vez, tal qual um viveiro de aves é fechado após receberem o alimento, novamente roucas vozes passam pelo metal e pela madeira, oferecendo a capela agora já quase vazia e escura um semblante sereno e despreocupado.

Qual a vontade daqueles que ali estiveram, de arrancar as grades e pedir que aquelas pequenas aves voassem mundo afora e com suas vozes infantis e roucas cantassem os amores do Amado. Inveja dos que tendo de sair não podem fechar as grades da capela e com elas encerrar-se e em silêncio quem sabe passar o dia ali, sabendo da dificuldade que encontrariam em ter que sair daquele pequeno viveiro celestial, desdobram-se em conversas no locutório, vencendo o cansaço de horas no coro em ofício ou nos afazeres do mosteiro e oferecem pequenos bálsamos aos fiéis: promessas de orações, sacrifícios, sorrisos e esperanças.

Voltam a livrarias italianas obras católicas sobre tradicionalismo na Igreja

Publicado 2009/07/15
Autor: Gaudium Press
Secção: Mundo

Cidade do Vaticano (Quarta, 15-07-2009, Gaudium Press) A partir de amanhã, voltam às livrarias italianas duas importantes obras escrita pelo teólogo católico suíço Romano Amerio, "Iota unum" e "Stat veritas". Amerio, progressista que pregava por mudanças na Igreja, faleceu em 1997 aos 92 anos de idade.

De acordo com o vaticanista Sandro Magister, os livros têm especial relevância porque tratam de temas recorrentes na encíclica "Caritas in Veritate", recém-lançada pelo Papa Bento XVI.

Segundo o téologo Divo Barsoti, admirador e estudioso do trabalho de Amerio, ouvido por Magister, "Amerio diz que os maiores males presentes hoje no pensamento ocidental, inclusive no católico, se devem principalmente a uma desordem mental generalizada, pela qual a ‘caritas' é colocada na frente da ‘veritas', sem pensar que esta desordem coloca de forma bagunçada a correta concepção de que deveríamos ter da Santíssima Trindade".

De acordo com Magister, Amerio ve nessa "caridade sem verdade" a raiz de muitas "variações da Igreja Católica no século XX": "as variações que ele descreveu e submeteu a críticas no primeiro e mais importante dos volumes citados, "Iota unum", escrito entre 1935 e 1985; variações que o levaram a questionar se com isso a Igreja não estaria se tornando outra coisa".

Nessa obra, explica o vaticanista, Amerio analisa - "mas não julga" - os caminhos da Igreja de então, e pondera que sempre permanecerá uma continuidade com a Tradição - "ainda que dentro da Igreja ‘turbulências' levem a pensar o contrário", afirma Magister.

É por isso que o especialista vê uma ligação na obra do teólogo e no discurso de Bento XVI de 22 de dezembro de 2005 para a cúria romana, quando o Papa deu sua interpretação do Concílio Vaticano II e de sua relação com a tradição. Naquele discurso, Bento XVI comparou a "babel da Igreja contemporânea ao marasmo que no IV século seguiu-se ao Concílio de Nicea", descrito por São Basilio, à época, como ‘uma batalha naval na escuridão de uma tempestade'.

No posfácio da reedição de "Iota unum", Enrico Maria Radaelli, fiel discípulo de Amerio, diz que a situação atual é comparável ainda mais ao cisma do Ocidente, isto é, aos 40 anos entre os séculos XIV e XV que precederam o Concílio de Costanza, com a cristianidade sem caminho e sem uma segura ‘regra da fé', dividida entre dois ou três papas ao mesmo tempo.

"Em todo caso, reeditado hoje à distância dos anos, "Iota unum" se confirma como um livro não apenas extraordinariamente atual, mas construtivamente católico,e m harmonia com o magistério da Igreja", acredita Magister.

Sobre o segundo livro, "Stat veritas", publicado por Amerio em 1985, Magister afirma que a temática está em "linear continuidade com a do anterior". Ele diz que a obra "confronta a doutrina da Tradição católica com as "variações" que o autor aponta em dois textos do magistério de João Paulo II: a carta apostólica "Tertio millenio adveniente" de 10 de novembro de 1994 e o discurso no Collegium Leoninum de Paderborn em 24 de junho de 1996.

"O retorno às livrarias dos livros faz justiça seja ao autor, seja à censura que se jogou por tantos anos a ambas as obras", diz Magister. Apesar de "Iota unum" ter vendido mais de sete mil cópias na Itália e ter sido traduzido em francês, inglês, espanhoil, portugfuês, alemão e holandês - "atingindo dezenas de milhares de leitores em todo o mundo" - "para os órgãos católicos e as autoridades da Igreja era um tabu".

Magister finaliza afirmando que a "ruptura" da Igreja com esse tabu só ocorreu em 2009.

Fonte: Gaudium Press

Repórter é demitido na Itália após ironizar com o Papa

Como é bom ver uma mídia que não seja anticlerical e respeite os valores cristãos da população! No Brasil, o Papa é "feito de gato, sapato", assim como toda a Igreja - fazer o quê, se a CNBB emebebida de Teologia da Libertação é cúmplice e trata a todos os inimigos da Igreja com uma benevolência com a qual nem Cristo tratou os fariseus, uma benevolência que cheira a conivência. Na Itália, contudo, os católicos vão em cima, exigem reparação, correção, punição - coisas que os católicos brasileiros fazem pouco - e as TV's, cientes do papel desempenhado pela Fé Católica na sociedade, não deixam o assunto passar em branco. Aprendamos com os católicos italianos, e no próximo caso à la "Dom José e o aborto" ou "Bento XVI condena as camisinhas na África", não deixemos de revidar - os mulçumanos revidam, e por isso em Anjos e Demônios trocaram o assassino mulçumano por um europeu branco; mas não revidemos exageradamente como eles, usemos nossas armas: "a espada da Fé e o escudo da Palavra".

A notícia é de Gaudium Press.

Repórter vaticanista de canal italiano é afastado de função após ironizar o Papa

Publicado 2009/07/15
Autor: Gaudium Press
Secção: Mundo

Roma (Quarta, 15-07-2009, Gaudium Press) Roberto Balducci, repórter vaticanista da emissora de tv TG3, foi despedido ontem de seu cargo após provocar polêmica em setores da Igreja e da mídia com uma reportagem sobre o Papa.

Na matéria em questão, o jornalista comentava a viagem de férias de Bento XVI à região do Valle d'Aosta quando ironizou sobre os poucos fiéis que o seguiriam: "O Papa vai de férias onde o esperam dois gatos que vão arrancar o seu sorriso, pelo menos como os proverbiais quatro gatos, talvez um pouco mais, que, todavia, possuem o dom da paciência para escutar as suas palavras".

A reportagem foi ao ar na noite do último domingo, e já provocava enorme celeuma na manhã da segunda-feira. Os "quatro gatos" a que se refere Balducci seriam o equivalente à expressão em português "meia dúzia de gatos pingados".

O vice-presidente de supervisão da Radiotelevisão Italiana (RAI), dona do canal TG3, Giorgio Melo, falou em conduta "anticlerical" caracterizando a abordagem como "incomum e vulgar". Diversos impressos italianos noticiaram a cobertura e como esta foi recebida pela Santa Sé.

O diretor do canal, Antonio Di Bella, tentou apaziguar os ânimos anunciando que havia convocado Balducci para um "esclarecimento", e que este o garantiu que jamais tivera a intenção de "fazer ironia ou, pior ainda, ofender o Papa, assim como nunca o fiz antes".

Entretanto, ontem, o próprio Di Bella anunciou, por meio de um comunicado: "(...) a partir de hoje, o colega Roberto Balducci não cubrirá mais o Vaticano". O texto afirmava que a decisão tomada havia sido "difícil", porém "justa, em um assunto delicado e doloroso".
Antes de seu afastamento, Balducci edenreçou uma carta ao diretor do TG3 na qual reiterava seu "respeito pelo Vaticano" e manifestava seu pesar pelo mal-estar que suas palavras "possam ter causado".

Ao dar explicações sobre o sentido das frases utilizadas, o repórter afirmou que elas correspondiam a uma expressão literária, mas não detalhou qual. A Santa Sé negou ter pressionado pelo afastamento do jornalista.