sexta-feira, 31 de julho de 2009

Jogo: Descubra quem é!

Provavelmente você vai dizer que é algum empresário, escritor, quem sabe um político de sucesso. Enfim, nada que saia da esfera mundana.

Agora veja a foto a seguir...
Sim, meus amigos, estamos falando de um religioso, na verdade não um mero religioso, mas o Superior Geral dos Irmãos Maristas das Escolas - Fratres Maristae Scholarum (FMS), Ir. Sean Sammon. O mais interessante é que o uso do hábito só aparece, no caso dele, na foto oficial. Ou seja, ainda existe a consciência - mesmo que dormindo num sono profundíssimo - de que a veste específica da Congregação representa um símbolo oficial do carisma e da espiritualidade Marista.

Isso até me lembra os religiosos adeptos da Teologia da Libertação que dentro dos conventos, mosteiros e igrejas renegavam as vestes e batinas mas que na hora de sair nas ruas organizando protestos e planejando marchas contra o governo militar eram os primeiros a ostentar com orgulho o hábito eclesiástico, por que será? Simplesmente sabiam da representatividade daquele símbolo, reconheciam naqueles trajes um testemunho de fé; ninguém ousaria agredir um dominicano vestido como dominicano...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Beato Antônio Chevrier

"O Presépio, o Calvário e o Tabernáculo, disse o Padre Chevrier, o não são os centros onde se devem encontrar todos os homens para receber a vida, a paz, e parte de novo para ir a Deus? (O Verdadeiro Discípulo, p. 104)

“Em 1866, após a Festa da Assunção, afirma o Padre Jaricot, Padre Chevrier tomou com ele doze de seus filhos – eu era um deles – para fazer um retiro em Saint-Fons naquela solidão de predileção”. Ele não era tão bem organizado como é hoje, era ainda bem pobre, mas não tínhamos opção, ainda vimos lá às ferramentas dos operários. Um pequeno quarto foi escolhido como oratório e transformado. Padre Chevrier colocou dentro da manjedoura um pequeno Jesus igual a um que há no Prado. Começou as inscrições, as quais terminarão muito tarde e somente quando terminada veremos. Aquele local seria nosso lugar de reunião e oração. (Jean-Claude Jaricot, Processo de Beatificação, t.3, art. 193)
O caso aqui relatado por Jean-Claude Jaricot, que foi no Prado um dos primeiros companheiros do Padre Chevrier , aconteceu durante o verão de 1866. Dez anos antes, praticamente em 1856, Antoine Chevrier, que era então um jovem padre, foi convertido enquanto orava diante do Menino Jesus no presépio. Era véspera de Natal e ele estava na Igreja Paroquial de Sant-André em La Guillotière, havia sido enviado seis anos antes pelo bispo para exercer seu primeiro ministério. Na época, Guillotière era um subúrbio industrial de Lyon, um bairro conhecido como vermelho e que, por precaução, o governo imperial, de Napoleão III, anexara em 1852 à cidade de Lyon. Rezando em frente ao presépio, Antoine Chevrier tinha entendido os meios para atingir os pobres entre os quais ele vivia e, assim, ajuda-los a descobrir o verdadeiro rosto de Deus. Chevrier precisava iniciar o caminho que o próprio Deus tinha tomado para alcançar os homens e dar a conhecer-se a eles.

Para responder a este apelo, que ele entendia como vindo de Deus, ela saiu de sua paróquia Saint-André, que era muito rica e, permanecendo na margem esquerda do Ródano, excessivamente pobre, ele se estabeleceu no lugar o qual começaram a chamar de Cidade do Menino Jesus. Um leigo, generoso e um tanto quanto sonhador, ali edificou uma cidade para abrigar as muitas vitimas das inundações de maio de 1856 que tinha devastado todos os bairros.

A experiência durou três anos, período durante o qual Antoine Chevrier se dedicou àqueles que pareciam ser, no momento, os mais pobres de todos, crianças e adolescentes sem famílias de verdade que viviam nas ruas e viviam de esmolas. Vários homens e mulheres colaboraram na reintegração dos mesmos, dando um pouco de educação (ainda não havia escola pública no pais) e o Padre Chevrier era responsável pela preparação para Primeira Comunhão e o Catecismo. Em 1860-1861 o trabalho foi transferido para o Prado, um antigo salão de baile alugado e depois comprado por Chevrier e Pierre Louat, seu mais próximo colaborador.O Padre Chevrier estava convencido de que a graça recebida no Natal de 1856 não era somente para sua conversão pessoal. O capitalismo industrial estava florescendo, a diferença entre as classes sociais ficava mais evidente, criava-se uma classe trabalhadora a margem da sociedade. Antoine Chevrier foi um daqueles que havia entendido a necessidade da Igreja ouvir o choro dos pobres, e para responder, ele viu que o caminho que devia seguir era o de Jesus, o caminho que o próprio Deus escolhera para ele. Esta é a razão pela qual uma vez trabalhando no Prado, percebeu rapidamente que se ele queria ter verdadeiros companheiros, estes deveriam compartilhar de suas convicções e perspectivas. Por isso, nos primeiros meses do ano de 1866 decidiu fundar no Prado uma “escola clerical”, isto é, uma escola para preparar aqueles que se sentiam chamados ao sacerdócio. Em maio do mesmo ano comprou o terreno da casa que ficava na frente do Prado, do outro lado da rua, para abrigar as irmãs, que ainda lá estão, e as meninas da catequese para Primeira Comunhão. No espaço livre do Prado, seria então possível em outubro abrir a escola clerical.

É neste contexto que ele criou em Saint-Fons um recolhimento particular para aqueles que seriam seus primeiros seminaristas e para eles começou a escrever o que chamamos “o quadro de Saint-Fons”.O contexto era de uma fundação. O Padre Chevrier levou com ele doze de seus filhos e retirou-se na montanha de Saint-Fons, onde gostava de se retirar em silencio. O número doze, obviamente, recorda a instituição dos Doze por Jesus no monte: Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "Filhos do trovão"; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. (Mc3,13-19)

O gesto do Padre Chevrier de colocar dentro da manjedoura, presente no quarto, um pequeno Jesus parecido com o do Prado é também um gesto simbólico e assaz profundo. Isso significa que o que vai acontecer em Saint-Fons, em agosto de 1866, deve imitar Saint-André de La Guillotière em dezembro de 1856. “É em Saint-André que nasceu o Prado, disse o padre, estava meditando na noite de Natal sobre a pobreza de Nosso Senhor e seu rebaixamento pelos homens e tomei a resolução de tudo deixar e de viver na maior pobreza possível. Este é o mistério da Encarnação, o qual me converteu.” (ES, p.11) Como anteriormente, no trabalho da Primeira Comunhão, seria da mesma maneira a escola clerical, o seminário do Prado, o caminho de cada seminarista não pode basear-se apenas na graça da Encarnação. Era como se o Padre Chevrier tivesse dito: Somente a contemplação do mistério de Cristo na sua Encarnação pode trazer meus alunos ao caminho, como Ele mesmo me colocou na estrada. Natal é na verdade um começo: a abertura de um caminho. E é este o caminho que o padre pretende contemplar no Quadro de Saint-Fons: o caminho que vai do berço à cruz, o nascimento de Jesus em sua vida até o final, e que nos lembra a atualização da celebração Eucarística. Desta forma, o caminho de Jesus, que começou no Natal para o Padre Chevrier em 1856 e novamente dez anos mais tarde, começará em agosto de 1866 para seus seminaristas.

Ainda só mais uma palavra sobre o quadro de Saint-Fons, mas desta vez a partir do Verdadeiro Discípulo. Quando abrimos esse livro que o Padre Chevrier, fundador do Prado, escreveu para a formação de seus futuros padres e mais largamente para todos aqueles que desejam seguir o caminho do Evangelho, constatamos que ele se refere muitas vezes ao quadro de Saint-Fons.Em seu estudo sobre os títulos de Jesus Cristo, falando de Cristo como de um “centro para o qual tudo deve convergir”, ele escreve: “A manjedoura, o calvário, o tabernáculo não são centros para onde todos os homens devem voltar sua vida, sua paz, e ir de lá para Deus?” (VD, p.104) O presépio, a cruz, a Eucaristia são lugares nos quais Deus nos convida a entrar, pois ele dá-se a ver e a se encontrar se chegamos a esses lugares, se consideramos o tempo necessário simplesmente para ali chegar, perceberemos que ali já estamos. Assim, durante este retiro, vamos juntos fazer uma peregrinação a estes locais onde Deus dialoga conosco.

No capítulo sobre a renuncia ao seu espírito, o Padre Chevrier escreve desta vez: “Tiravam [os santos] todas as suas inspirações e os seus pensamentos do amor infinito de Deus. Deus caritas est, no presépio, no calvário e no tabernáculo que são os três grandes pilares à luz dos quais um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo deve conduzir-se” (VD,p.228). Levamos este pensamento do padre as palavras de Jesus no Evangelho segundo São João: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jô 8:12). Esta luz que é Cristo, brilha para nós em três pontos, que também são sucessivos no destino de Jesus: a manjedoura, local e momento de seu nascimento; a cruz, o local e a hora do sofrimento e da sua morte; a Eucaristia, local e hora da sua presença após a morte.

Podemos notar aqui como a afirmação do Padre Chevrier é paradoxal: Natal, nos diz o Evangelho, Jesus nasce durante a noite, quando Jesus morre no Calvário se faz escuridão novamente sobre a terra e na Eucaristia, o Deus da manjedoura e da cruz é ainda mais escondido. No entanto, diz Padre Chevrier, se você fixar o seu olhar e tomar o tempo para meditar sobre os mistérios, entrará em pleno conhecimento de seu significado, descobrirá que estes são os lugares onde o amor de Deus é mais intensamente expresso. Procuremos transformar e perscrutar durante este retiro estes três mistérios: Natal, Sexta-Feira Santa e Eucaristia, para que eles se tornem luz para nós hoje.

Um texto para rezar os três mistérios da Manjedoura, do Calvário e da Eucaristia.

Deus oculto,
Tu não tens outra Palavra
A não ser um fruto recém-nascido
Na noite que cobre a terra;
Somente dissestes
O nome de uma criança:
O local onde tu enfiastes tua semente.
Explica-Te por este lugar chamado:
Que o Espírito fale a nosso espírito
No do silêncio!
Deus ferido,
Tu não tens outra palavra
Que este homem humilhado
Sobre o madeiro que encima o Calvário!
Acabastes de dizer
O apelo rasgando
De um Deus que aprende o sofrimento
Explique-Te deste local chamado:
Que o Espírito fale ao nosso espírito
No do silêncio!
Deus entregue
Tu não tens outra palavra
Que este corpo partilhado
No pão que nossos lábios cortam;
Somente dissestes
O cálice de sangue
Derramado pela nova confiança
Explica-Te deste local chamado:
Que o Espírito fale ao nosso espírito
No do silêncio!

Tradução por Sem.Diego Ferracini e Revisão por Pedro Ravazzano

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vídeo vocacional das Monjas Passionistas

Perseguição na Espanha

E pensar na glória da antiga Espanha, tão católica, que levou a verddaeira Fé a tantas nações da América cujos habitantes jaziam na ignorância de Cristo e de Seu Evangelho. E pensar nos tantos santos que esta grande nação deu à Igreja, como a grande Santa Teresa D'Ávila, Santo Isidoro de Sevilha, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja, Santo Inácio de Loyola, e tantos... tantos. E hoje, jaz a própria Espanha na ignorância em muitos de seus filhos, os filhos da Santa Madre Igreja são perseguidos e humilhados, num ódio anticristão estimulado por um socialismo que persiste em permanecer vivo e por seitas maçônicas que ocultamente tramam o mal e a destruição de nossa santa religião. Rezemos pela Espanha, caríssimos. Rezemos para que esta grande nação ibérica volte à glória da Santa Fé Católica. Rezemos para que ela não cuspa no prato que a alimentou. Rezemos pelos nossos irmãos, os católicos espanhóis, que estão sofrendo há tanto estas perseguições. Viva Cristo Rei!

A notícia é de Zenit.
Arquidiocese clama por liberdade ante ataques contra igrejas de BarcelonaPichações e cadeados em mais de vinte templos

Por Patrícia Navas

BARCELONA, segunda-feira, 27 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O respeito e a defesa do exercício do direito à liberdade religiosa e de culto dos cidadãos é “um elemento integrante de uma sociedade autenticamente democrática”, destacou o arcebispo de Barcelona após os ataques de um grupo anarquista a cerca de vinte igrejas da cidade.

Um grupo anarquista realizou pichações ofensivas e ameaçadoras nas fachadas de vinte igrejas de diferentes bairros de Barcelona e colocou cadeados nas portas que impediam o acesso a algumas delas, na noite de sábado para domingo.

Como resposta, o arcebispo de Barcelona emitiu nesta segunda-feira um comunicado através do qual “lamenta profundamente estas atuações e manifesta que o direito à liberdade religiosa e de culto dos cidadãos é um direito fundamental reconhecido na Constituição espanhola”.

Um porta-voz da arquidiocese de Barcelona, Jordi Piqué, explicou a ZENIT que as ações vão além das pichações porque dificultaram a entrada em algumas igrejas, tentando impedir o culto, ou seja, o direito à liberdade religiosa.

Um grupo auto-denominado La Gallinaire reivindicou a autoria destas ações, perpetradas “para comemorar uma semana de luta popular que os padres batizaram como trágica”, indica o grupo em um comunicado.

Catharina Paraguassú, Matriarca do Brasil e Protetora da Igreja

Em 1535, Catharina Paraguasú, em sonho, teve a visão de uma mulher branca com uma criança no colo, solicitando-lhe ajuda e dizendo encontrar-se numa embarcação que naufragara perto. Realizadas diversas buscas pelo litoral, inclusive no Rio Vermelho, nada foi encontrado. Catharina voltou a ter o mesmo sonho e Caramuru saiu para novas exploracões, dessa vez no litoral sul. Na Ilha de Boipeba, deparou-se com 17 sobreviventes da nau Madre de Dios, que afundou em maio de 1535, nas proximidades de um local que ficou conhecido como Ponta dos Castelhanos. Mas os náufragos informaram-lhe que na embarcação não viajava nenhuma mulher.

Retornando para casa a esposa pediu-lhe que voltasse ao local do naufrágio novamente. Entre os destroços, foi achada uma imagem de madeira – de Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços -, que, levada à Catharina, foi imediatamente reconhecida por ela como a mulher vista nos sonhos. Uma segunda versão diz que Caramuru teria encontrado a imagem numa oca, depois de ter sido recolhida na praia por um índio.

Atendendo a mais um pedido da esposa, Caramuru construiu uma capela de taipa, com cobertura de palha, para abrigar a imagem da Virgem Maria. Estava assim, em 1535, erguida a primeira igreja do Brasil, onde foi oficiada, em 31 de maro de 1549, pelos padres jesuítas da comitiva de Thomé de Souza, uma festa religiosa que contou com a presença do governado-geral.

Mantendo-se fiel ao tupi, Catharina Paraguassú não se comunicava em português. Nunca demonstrou interesse pela língua dos dominadores das terras do seu povo. Na França aprendeu o francês bretão e assimilou dois hábitos dos brancos, a religião católica e o vestuário. Andava recatadamente vestida, ao contrário de muitas índias que continuavam adeptas da nudez total. Vivia cercada pelas mordomias proporcionadas por Caramuru.

Na verdade, Catharina constituía-se numa tupinambá muito especial, tanto que, após o regresso da França, o marido não teria tido mais nenhum evolvimento amoroso com outras indígenas. É quase certo que Caramuru realmente cumpriu os votos de fidelidade proferidos na França, onde se casou com Catherine du Brésil no ritual católico, em solenidade realizada possivelmente em Paris e com a presença do franciscano Pero Fernandes Sardinha, que viria implantar a primeira Diocese do Brasil. O primeiro bispo foi muito bem recebido por Caramuru e Catharina. Todavia, quando se declarou favorável à escravização dos índios, o casal afastou-se dele.

Doação da Igreja da Graça

Catharina Paraguassú, protagonista do primeiro milagre no Novo Mundo e pioneira na difusão da fé católica, também se tornou conhecida pela generosidade, pois dedicou boa parte da vida a praticar caridades. O maior dos gestos, numa demonstração de desprendimento e devoção, ocorreu quando transferiu à Ordem de São Bento a Ermida de Nossa Senhora da Graça e terras vizinhas, que lhes pertenciam por herança do marido. A escritura foi lavrada em 16 de julho de 1586, na casa da doadora, localizada no atual Largo da Graça, estando presentes o padre jesuíta Luís de Gran – confessor e intérprete de Catharina, que não dominava o português [apenas o francês] – e a parte beneficiada, representada pelo frei Antônio Ventura, primeiro abade do Mosteiro de São Bento.
A Matriarca da Bahia morreu em 26 de janeiro de 1589. Como provavelmente teria nascido em 1509, ano da chegada de Caramuru ao Rio Vermelho – local onde ela certamente nunca esteve -, Catharina viveu em torno de 80 anos, dos quais 61 como católica e 54 como devota de Maria Santíssima, a quem rendia tributo na ermida construída pelo marido após o profético sonho. Por dizerem que continuava a sentir o milagre da divina graça, a capela se transformou num centro de romaria dos colonos. Na viuvez, com o santuário já bastante ampliado, gostava de sentar-se numa cadeira junto à nave, onde os católicos lhe beijavam a mãe, em sinal de veneração.

Catharina foi enterrada na igreja que mandou construir após o achamento da imagem da Virgem Maria. A sepultura permanece até hoje no piso da nave, tendo sido preservada nas ampliações e reforma do templo. Em 1797, colocada pela Casa da Torre de Garcia D'Ávila [que após o casamento da filha de Garcia D'Ávila, Isabel D'Ávila, com o neto de Catharina, Diogo Dias, se tornara uma Casa onde também corria seu sangue], foi afixada na parede, à direita do túmulo, uma lápide brasonada com os seguintes dizeres, na grafia da época:
Sepultura de D. Catharina Álvares Paraguassú, Senhora desta Capitania da Bahia, a qual ella e seu marido, Diogo Álvares Corrêa, natural de Vianna, derão aos Senhores Reis de Portugal. Edificou esta Capella de Nossa Senhora da Graça e a deu com as terras annexas ao Patriarca S. Bento, em o anno de 1582.
(…)

Em reconhecimento à sua importância, na propagação do catolicismo, e pelas benemerências praticadas, uma imagem caracterizando Catharina Paraguassú passou a figurar – juntamente com a da Virgem Maria com o Menino Jesus – no Brasão do Mosteiro de São Bento.

Retirado do livro "Diogo Álvares, o Caramuru" de Ubaldo Marques Porto Filho

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Missas no Rito ordináiro

Missa em latim e ad orientem, celebrada nas Filipinas, em honra ao aniversário do Concílio Vaticano II.

São Théophane Vénard


Nascido em Saint-Loup-sur-Thouet em Deux-Sèvres em uma família tradicionalmente católica. Seu pai após lecionar durante trinta anos em um instituto assume o cargo de secretário, a esposa durante toda a vida dedicou-se ao cuidado dos seis filhos: Melanie, Théophane, Henri, Eusèbe, Joséphine e Antonin, os dois últimos faleceram logo após o parto. Théophane se revelou logo uma criança doce e calma, enquanto cuidava das cabras e vacas com sua irmã Melanie ficava a ler, certa vez lendo a vida do mártir Jean-Charles Cornay disse para a irmã: “Irei para Tonkin* e serei mártir de Nosso Senhor Jesus Cristo!”.

Entrou para o colégio de Doué-la-Fontaine na Diocese de Angers. Na idade de 13 anos perde e mãe e manda este recado para sua família: “Fiquemos protegidos pelo escudo da fé nesta ocasião, recorramos a nossa religião ela por si só pode consolar nossas penas. Creio poder assegurar que nossa boa mãe está no céu.”

Em 1847, aos dezessete anos entra Théophane para o Seminário Menor de Montmorillon. "Sou o mais feliz dos homens!” escreve ele após o início das aulas.

Em 1850, concorda em servir nas Missões Estrangeiras, antes de sua partida convida o pai e os familiares para assistirem à cerimônia na qual será recebido como subdiácono, um mês depois recebe a benção paterna e parte para as missões. Apesar do entusiasmo gerado por estes acontecimentos, Sr.Vénard dá o seu consentimento sem a menor restrição.

Em 1851 é recebido no Seminário das Missões Estrangeiras, após sua partida o seu pai dirá: "Eu perdi a rosa mais bela do meu jardim." É ordenado diácono em Saint-Sulpice no Natal e depois sacerdote na Festa da Trindade em 1852. Por motivos de saúde não pode embarcar em setembro para Tonkin. Em setembro de 1857, com apenas vinte e oito anos, recebe como tarefa governar um distrito, dentro de seu ministério os perigos eram contínuos.

Na primavera de 1858 a igreja local de Tonkin está arruinada por causa da ocupação francesa, por toda região fiéis foram presos, torturados e mortos. Théophane é forçado a esconder-se, assim ele descreve: "Eles quebraram a parede de onde eu estava com um dos catequistas em três etapas, em um momento pensei que o martírio havia chegado até mim. Fracos são os esforços humanos, quando Deus se opõem aos seus desejos!" Ele será finalmente preso em 30 de novembro de 1860, após ser preso como bandido é encarcerado em uma jaula de madeira.

Poucos dias antes de sua morte escreve ao seu irmão mais novo Eusèbe uma última carta, dirigida a cada um de nós. Ele retoma símbolos usados por São Bernardo e tem como base um versículo da carta aos Hebreus (6,19), assim segue: "Você, querido irmão, penso que deves ficar no mar deste mundo, navegando por entre os escolhos. Conduza bem seu navio, que a cautela seja teu leme, a humildade teu lastro, Deus tua bússola e Maria Imaculada tua âncora de esperança.”

Foi decapitado em dois de fevereiro de 1861. Canonizado por SS. João Paulo II em 1988 com outros 117 mártires do Vietnam.

No final de sua vida, Santa Teresa do Menino Jesus já o venerava como santo.

*N.T. Norte do Vietnam

O Beato Théophane Vénard pelo Abade A.BODY
Obras de Boa Leitura 1909

“Talvez amanhã eu seja conduzido à morte! Bendita morte, não é? Desejada morte que leva a vida, segundo as probabilidades serei decapitado, gloriosa vergonha que terá recompensa no céu. Com esta notícia chorarás, mas de alegria!

Verá o teu irmão, com a auréola dos mártires coroando sua cabeça, a palma dos triunfantes fixada em sua mão!

Um pouco ainda e minha alma deixará a terra, encerrará seu exílio e terminará sua batalha. Eu subo ao céu, eu chego a Pátria, eu recebo a vitória. Entrarei no repouso dos eleitos, verei as beatitudes que os olhos humanos jamais viram, ouvir as harmonias que ouvidos jamais ouviram, apreciar as delícias que coração jamais provou.

Para que isso aconteça o grão de trigo deve ser moído e a uva prensada. Eu serei um pão, um vinho ao gosto do Pai de família.

Eu espero a graça do Salvador, a proteção de sua Mãe Imaculada, e é por isso que mesmo ainda na arena eu canto a canção do triunfo como se já possuísse a coroa de vencedor. E você, querida irmã, eu deixo no campo das virtudes e das boas obras, colha muitos méritos para a mesma vida eterna, aquela que esperamos os dois.

Colha a fé, a esperança, a caridade, a paciência, a doçura, a perseverança e uma santa morte!

Adeus, Melanie! Adeus, querida irmã. Adeus!!!"

Teu irmão,

Théophane Vénard, missionário apostólico

(Última carta dirigida a sua irmã)

Figura interessante nos últimos meses de vida de Santa Teresa do Menino Jesus é a do Bem-Aventurado Théophane Vérnad, a santa durante os estágios mais avançados de sua doença encontra na figura do missionário francês novo ânimos para suportar a dor e as "alfinetadas" que lhe são presenteadas pelas irmãs de comunidade.

Ela dedica ao missionário poemas e pequenas devoções, na cortina que cobria o seu leito na enfermaria ela pede que sejam fixados os santinhos da Sagrada Face e um de Théophane Vénard. Ela assume a mesma postura do sacerdote e caminha sem medo para a meta final que se aproxima, cria-se um diálogo terno entre os dois, o seu desejo de ser missionária e ainda mártir não se realiza em vias de fato, talvez por isso cresça sua devoção para com aquele que conseguiu tudo aquilo que ela mais invejava.

domingo, 26 de julho de 2009

Curtas MUNDO - Papa e ONU. Caritas in Veritate. Eleições em Portugal. CELAM e Honduras. Rússia.

- Sugestão de Bento XVI é acolhida pelo ONU, informa Zenit. No documento apresentado para a Assembléia Geral das Nações Unidas que se realizará esta semana, em Nova York, sobre a "responsabilidade de proteger", foi acolhido um trecho do Discurso do Papa Bento XVI quando de sua visita apostólica aos EUA. No discurso, o Papa ressaltava que " a responsabilidade de proteger é a base moral para o direito de um governo de exercer a autoridade" e também os princípios da soliedariedade e da subsidiariedade. Agora, a ONU meditará a palavra do Príncípe dos Apóstolos.

- Ministro italiano destaca valor da Caritas in Veritate, noticia ACI Prensa. O Ministro Giulio Tremonti, de Economia e Finanças da Itália, afirmou que a Encíclica papal é um "manual para a política e economia" deste novo século e que os líderes mundiais devem, como expressou o Papa, buscar promover o bem comum, e não só o progresso pelo progresso. Mais um grande reconhecimento para a Encíclica de Bento XVI. Que produza frutos!

- Eleitores questionam partidos portugueses sobre suas pretensões, informa Radio Vaticano. Entre as questões levantadas, estão a promoção dos direitos humanos, a proteção da Família, do Matrimônio entre homem e mulher e da vida me todas as suas etapas. Tomemos como exemplo para as eleições do próximo ano!

- Celam apóia o Cardeal Madariaga, de Honduras, noticia Zenit. “Queremos fazer chegar à sua eminência nossa saudação fraterna e sincera manifestação de solidariedade. Colocamos no altar do Senhor nossa oração por sua Eminência, pelos membros da Conferência Episcopal e por todo o povo hondurenho para que o Senhor da vida lhes dê sabedoria e valor necessário de tal forma que, utilizando os meios constitucionais, através de um diálogo sincero, se consolide a paz e a reconciliação desejada por todos”, diz a nota da Celam. A nota vem assinada, inclusive, por Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida. A Celam se soma, assim, a tantas Conferências que se puseram ao lado da Igreja de Honduras contra o totalitário Zelaya: Venezuela, Bolívia, Uruguai, Equador... Só a CNBB insiste em permanecer do lado do totalitarista Zelaya, coligada com comunistas venezuelanos, os abortistas Obama e Lula e o ditador de Cuba.

- Rússia vai pôr ensino religioso nas escolas, informa ACI Prensa. Ainda que o ensino do credo católica não vigore já no projeto inicial do Presidente Dimitri Medvedev, é um grande avanço para um país que anos atrás possuía uma Secretaria oficialmente dedicada à promoção do ateísmo e sofria na mão dos comunistas soviéticos. Dom Paolo Pezzi, Arcebispo de Moscou, recebeu com alegria a notícia.

sábado, 25 de julho de 2009

Pastoral do Pano

Espalhou-se pelas sacristias paroquiais um novo jargão eclesiástico, possuindo como finalidade definir um tipo muito "característico" de seminarista, era criada assim a "pastoral do pano" e obviamente os "seminaristas do pano”.

Usando de uma perspectiva caricata certos padres demonstrando aversão pela atual atitude religiosa dos pretendentes ao sacerdócio, que não possuem mais valores morais ou utopias sociais, mas preocupam-se com rendas encontradas na "25 de março" (rua comercial em São Paulo) e os mais novos modelitos eclesiásticos que circulam pelo bairro de Santa Cecília. (emitimos o nome da famosa grife paulistana para não sofrermos as penas legais por uso impróprio)

Infelizmente, as duas posturas possuem bases muito sólidas e exageros mais que notórios. Qual seria em sã consciência o padre que perderia metade de seu dia escolhendo bordados, alamares, tecidos italianos ou forros canadenses? Alguém com uma clara percepção de que o centro de toda a liturgia é ele, quem deve brilhar é ele e como ele não pode sair por aí desfilando uma Channel no braço ele coloca uma renda carregada de frustrações por baixo da casula altamente bordada.

Esperem caros leitores do DS! Minha senha não foi roubada e quem escreve não é um adorador de Boff encerrado em alguma taberna marxista por esse mundo afora. Quem escreve é alguém que diante de extremos mais que desnecessários sente-se incomodado e impelido a soltar algumas palavras.

Qual seria o sacerdote que em pleno uso de suas faculdades usaria durante três meses a mesma túnica, sempre suja e já com aquele cheiro muito bem definido ou ainda aquela estola com todas as cores litúrgicas e ao mesmo tempo sem ter nada de litúrgica? Quem usaria em todas as Santas Missas as mesmas alfaias ou jamais teria em seu armário uma casula? (visto que no Brasil sempre faz calor! Alguém me explica o frio de São Paulo então!)

Explico onde quero chegar caro (a) leitor (a), a linha que separa a Pastoral do Pano e a Heresia do Desleixo é muito tênue e translúcida, sendo facilmente ultrapassada por quem quer que seja. Aqueles que acusam a existência de uma escrupulosa preocupação na Pastoral do Pano, podem estar nadando a braços largos na Heresia do Desleixo e por sua vez aqueles que indicam com voz clara a falta de rendas e brocados dourados em certos sacerdotes praticantes da Heresia do Desleixo, podem do mesmo modo, estar de braços dados com a vaidosa Pastoral do Pano.

Não venho trazer o mapa de onde se encontra o Santo Graal e muito menos o endereço da famosa grife eclesiástica, venho expor da maneira mais clara possível (e espero não desrespeitar os leitores) a dor que me atinge ao ver como é raro ver uma situação onde o "bom" das duas situações esteja em harmônica consonância. Comum é ver seminaristas que gastam centenas em alvas sempre mais brocadas e bordadas, cíngulos sempre mais brilhantes e caros, batinas para cada estação do ano e não possuem sequer uma Bíblia para estudo ou um livro de espiritualidade que os acompanhe.

Muito menos raro é ver padres e seminaristas "sociais" com livros e livros espalhados por onde passam (livros nem sempre bons), discursos sociais lançados durante o café da manhã ou quem sabe durante o intervalo das aulas, e durante uma Santa Missa aparecem com uma túnica amassada, amarelada e o pior de tudo, fétida. Desejam a igualdade e mal conseguem respeitar a igualdade de narinas que o bom Deus deu a cada ser humano.

Triste ver um grupo discutindo sobre paramentos caros e todo o resto e quando questionados sobre alguma parte doutrinária ou ensinamento espiritual, sobre partes da Sagrada Escritura, mais que rapidamente mudam de assunto! Ou aqueles outros sociólogos de porta de Igreja, quando perguntados sobre qualquer coisa referente ao culto, lançam a pergunta para o grupo precedente, (que obviamente bem longe se encontra)

Tarefa nossa é demonstrar que barretes não escondem cabeças vazias e caridade com o próximo sofredor não implica em permanecer sujo durante a Santa Missa. Queremos o que a Igreja tem para nos dar e não o que as misérias humanas insistem em dispensar a bel-prazer, nossa geração quer ser como foram os verdadeiros santos, o piedoso São Felipe Neri que não deixava de fazer caridade para não sujar a batina, São Francisco de Assis que fazia caridade e não se via impedido de usar o hábito.

A ausência de utopias que nos acusam é divertidamente ilógica, ela está impressa nos mais belos vitrais, nas mais belas colunas góticas, nas ogivas que protegem a assembléia, nos santos paramentos que esperam por quem os use em vitrines de museus, nos mosteiros convertidos em hotéis de luxo, nas Igrejas vendidas para supermercados, nos padres esquecidos em asilos, nas verdadeiras obras de caridade que estão esquecidas, na misericórdia vivida plenamente e descrita nas mais simples hagiografias.

"Quem tem olhos veja".

Mostrar que o zelo pela Sagrada Liturgia não acaba em si, mostrar que o "sofrido povo de Deus" tem direito ao belo e digno é mais que necessário. Casulas realmente não enchem barrigas, mas piquetes também não glorificam ao Deus Eterno.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Missas no Rito ordinário

Missa no encerramento da Convenção Nacional Apologética, nas Filipinas, celebrada ad orientem e em latim.