terça-feira, 4 de agosto de 2009

Beato Augusto Czartoryski

Nasceu em Paris (França), a 2 de Agosto de 1858. De linhagem nobre, filho do Príncipe Ladislau e da Princesa Maria Amparo (filha da Rainha da Espanha Maria Cristina), do exílio francês procurava restabelecer a unidade da sua pátria polaca, mas os desígnios de Deus para ele eram outros. De saúde sempre frágil, depressa compreendeu que não tinha nascido para a vida abastada da corte.

Um momento decisivo foi o seu encontro com Dom Bosco, em quem identificou o pai da sua alma e o juiz do seu porvir. No jovem Augusto a vocação à vida religiosa esclarecia-se cada vez mais, e o Santo educador passou a ser um ponto de referência no seu discernimento vocacional.
Assim, renunciando a todos os seus direitos em favor dos irmãos, no dia 24 de Novembro de 1887 recebeu o hábito talar na Basílica de Maria Auxiliadora, das mãos de Dom Bosco, que faleceria dois meses depois.

Após os estudos de Teologia, completados com grande dificuldade por causa do estado precário da sua saúde e da contrariedade dos familiares e sobretudo do seu pai (a sua mãe faleceu quando ele tinha seis anos de idade), Augusto recebeu a Ordenação sacerdotal a 2 de Abril de 1892, ocasião esta em que houve uma tácita reconciliação familiar.

Contudo, a sua vida presbiteral só duraria um ano. De facto, faleceu em 8 de Abril de 1893, depois de cinco anos de vida salesiana, que um Purpurado quis descrever com estas palavras: "A sua conformidade perfeita com a vontade divina na enfermidade fê-lo heróico na paciência e invencível no amor a Deus!".

Os seus restos mortais foram transladados para a Polónia e sepultados no túmulo de família, na cripta paroquial de Sieniawa, onde Augusto tinha recebido a primeira Comunhão e, em seguida, para a igreja salesiana de Przemysl, onde jazem até hoje.

Vaticano

Para uma biografia mais detalhada clique aqui

sábado, 1 de agosto de 2009

Um exemplo de Bispo! - Dom Héctor Aguer, Arcebispo de La Plata, condena o totalitarismo neomarxista do Governo argentino

Que felicidade sentimos no coração ao ver um Sucessor dos Apóstolos combatendo com vigor a onda revolucionária e anticristã de nossos tempos! Assim o fez o Arcebispo de La Plata, na Argentina, Dom Héctor Aguer (foto), denunciando a manipulação totalitária da [des]educação sexual, praticada pelo Governo Argentino, que visa impor aos jovens a ideologia de gênero, a prática do homossexualismo e do sexo irresponsável. Para Dom Aguer, isto é uma clara manifestação de totalitarismo e índole neomarxista, cujo desejo é a destruição das família e do homem, sem nenhum respeito pelos valores mais caros à nação argentina. Deus seja louvada pelas suas palavras, Dom Aguer! Que seu exemplo inspire mais e mais Sucessores dos Apóstolos a lutarem contra a Revolução anticristã que se opõe ao Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quiçá os Bispos da CNBB, aos invés de comungarem com o marxismo, com as CEB's e com o Governo Lula, condenassem veementemente o totalitarismo neomarxista deste governo, o aborto e o gayzismo que cada vez mais estende seus tentáculos sobre nosso Brasil. Mas a preocupação primária para a CNBB é a reforma agrária, o MST e os quilombolas...

Oxalá seguissem o exemplo de Dom Hector Aguer, que se mostra valoroso Sucessor dos Apóstolos!

A notícia é de ACI Prensa. A tradução foi feita por mim.

Governo quer promover sexualidade sem responsabilidade em alunos argentinos

O Arcebispo de La Plata, Dom Héctor Aguer, denunciou que o Governo busca impor na educação argentina a ideologia do gênero, que promove a homossexualidade e uma sexualidade irresponsável, sem respeitar a liberdade de consciência de pais e alunos.

O Prelado se referiu ao documento intitulado “Material de formación de formadores en educación sexual y prevención del VIH/SIDA”, conhecido também como “Proyecto Conjunto País” e que conta com o apoio da UNAIDS e outros organismos.

Dom Aguer assinalou que este texto “é uma recompilação de escritos díspares” unificados ideologicamente, sem levar em conta a liberdade de consciência e sem relevar a variedade de posições que podem existir sobre educação sexual. “Por seu teor, parece outra imposição totalitária do Estado”, afirmou.

“A promoção do uso do preservativo é somente o aspecto mais superficial desta proposta [...]; o objetivo mais profundo é a ‘desconstrução’ de uma concepção da sexualidade de acordo com a ordem natural e a tradição cristã”, denunciou o Arcebispo.

Neste sentido, advertiu que o documento oficial promove um “enfoque de direitos” nas crianças e adolescentes a receberem uma educação sexual que não leva em conta o amor, a responsabilidade, “o matrimônio, a família como projeto de vida”.

“Se confessa explicitamente que a educação sexual exclui a formação nas virtudes, o apreço e o respeito dos valores essenciais que constituem a pessoa em sua autêntica perfeição. [...] Em suma, por educação sexual se entende a reivindicação do direito de fornicar o mais possível, e sem esquecer a camisinha”, denunciou.

Dom Aguer advertiu que este tipo de programa exclui a autoridade dos pais, assim como seus direitos e deveres que brotam do poder pátrio e que estão tutelados na Constituição e nas convenções internacionais.

O Arcebispo recordou que a ideologia de gênero apresenta a sexualidade “como uma construção histórica e sociocultural”, na qual “o ser homem e o ser mulher não surge de uma diferença biológica e muito menos se identifica com ela, mas procederia da evolução da cultura e seria, portanto, mutável”.

Neste sentido, se referiu ao artigo de Graciela Morgade, funcionária do Governo da Cidade de Buenos Aires. Este texto faz parte do material compilado e apresenta os argentinos como herdeiros “de uma tradição absolutista judaico-cristã, articulada desde o século XVIII com a tradicional família burguesa do capitalismo moderno”. O Prelado advertiu que “esta máscara serve para desqualificar toma moral sexual”.

A inspiração neomarxista, que recorda em certa medida o feminismo libertário de Shulamith Firestone, se mostra presente em vários dos elementos componentes da compilação de materiais. Neles se sublinha a interpretação da sexualidade segundo a dialética do poder”, afirma Dom Aguer.

O Arcebispo argentino assinalou que “se avista um perigoso avanço totalitário sobre a liberdade de consciência e sobre a liberdade de ensinar e aprender”, tanto em colégios privados quanto em estatais, “aos que não se pode impor sem injustiça manifesta uma concepção de homem contrário a suas convicções”.

“A tão falada neutralidade religiosa do Estado no âmbito educativo, o célebre laicismo escolar, não é compatível com a imposição dogmática construtivista e atéia que resulta de uma espécie de religião secular, alheia à tradição nacional e aos sentimentos cristãos da maioria de nosso povo”, expressou.

Curtas MORAL - Espanha e pílula. Mons. Fisichella e RU-486. Pais mexicanos inconformados.

- Governo da Espanha se contradiz sobre a pílula do dia seguinte. Em 2004, o Governo marxistóide da Espanha dissera que não sep odia deixar a distribuição da "pílula do dia seguinte" nas mãos dos farmacêuticos: "Estamos falando de medicamentos e é necessária a prescrição de um médico"; "[A pílula] tem efeitos adversos", afirmava, então. Agora, poucos anos depois, o Secretário Geral de Saúde, José Martínez Olmos, afirma ser permitido o acesso às pílulas abortivas em farmácias, e sem prescrição médica. A Asociación para la Defensa del Derecho a la Objeción de Conciencia (ANDOC) notou a incoerência do Governo e salienta que, do ano em que disse que as pílulas possuíam efeitos adversos para hoje, nada mudou em sua composição: ela continua um abortivo, e altamente perigoso para a mulher. mas, para marxistas defenderem a morte, vale tudo...

- Mons. Rino Fisichella condena a pílula do dia seguinte na Itália, onde as autoridades de saúde permitiram sua venda nos hospitais. O Presidente da Pontifícia Academia para a Vida condenou a banalização da vida e salientou que, melhor do que fornecer pílulas, é ensinar a mulher a valorizar a vida que carrega em sue ventre. "O embrião não é um amontoado de células nem uma 'coisa' como alguns querem defini-lo; é uma vida humana verdadeira e plena. Suprimi-la é uma responsabilidade que ninguém pode assumir sem conhecer as conseqüências"; "A Igreja não pdoe assistir de maneira passiva ao que se sucede na sociedade; está chamada a anunciar sempre a vida", asseverou.

- Pais mexicanos sem anifestam contra cartilha que promove sexo entre menores. Trata-se da nova Cartilha Nacional de Saúde da Secretaria de Saúde do México, que promove, entre outras coisas, o sexo livre, o uso de preservativos e a pílula do dia seguinte entre menores de 10 a 19 anos. Um absurdo deplorável. A Unión Nacional de Padres de Familia do México (UNPF), por meio de seu Presidente, Guillermo Bustamante Manilla, exigiu a retirada ou modificação da cartilha. Bustamante lamentou que o Governo esteja promovendo anti-valores e não tenha consultado os pais de família, a quem cabe primeiramente a educação dos filhos - ingerências próprias do Estado intervencionista dos comunistas, para quem tudo deve ser decidido pelo Estado e a autoridade das família suprimida.

Mary Ward - Inovação espiritual ou feminismo descarado ?

Convém lembrar das grandes figuras da história católica: uma delas é Mary Ward, esta mulher incomparável que, nas horas mais negras e mais sangrentas, a Inglaterra deu à Igreja”.
SS. Pio XII em 1951

Nascida em 23 de Janeiro de 1585 em uma das famílias católicas mais conhecidas de Yorkshire (Inglaterra), entrou para o Mosteiro das Clarissas em Saint-Omer (França) como noviça em 1606. Fundou um mosteiro para inglesas em Gravelines, mas não percebendo sua vocação na vida contemplativa resolve dedicar seu tempo para o apostolado.

Com vinte e quatro anos forma um grupo de moças dedicadas ao trabalho sobre sua orientação, formando automaticamente uma comunidade religiosa em Saint-Omer no ano de 1609 logo passam a trabalhar em colégios para ricos e pobres.

Surge na comunidade a idéia de viver as mesmas práticas ensinadas pela Companhia de Jesus, coisa que gerou no século dezessete um levante contra as moças rebeldes, suas novas práticas diferem das religiosas de clausura e causa grande estranhamento nos fiéis. Esta nova situação surgia em um momento difícil para os católicos ingleses e para a própria Companhia de Jesus.

Em 1615 os teólogos Francisco Suárez e Lessius são convidados a dar um parecer sobre a nova comunidade que surgia, ambos elogiaram mas perceberam a necessidade de um reconhecimento oficial por parte da Santa Sé. São Pio V havia declarado que a vida religiosa feminina devia restringir-se ao claustro o que criou muitas dificuldades para as moças inglesas, seu instituto já havia se expandido pela Bavária, Áustria, Itália e Flanders. Mary Ward contava com o apoio de imperadores e o próprio geral dos Jesuítas demonstrava particular apreço por seu novo ideal de vida religiosa. Os papas Paulo V, Gregório XV e Urbano VIII sabiam e aprovavam de certa forma a nova comunidade.

A fundadora recebeu o direito de defender a nova comunidade perante o Colégio Cardinalício, contudo os oponentes das "irmãs jesuítas" conseguiram sua supressão em 1630 com o envio da fundadora para a prisão como herege. É convocada novamente pelo Papa Urbano que concede proteção e aprova a nova comunidade, Mary Ward retorna para York onde morre em 1645.

A comunidade em 1073 consegue a aprovação das regras por Clemente XI e reconhecimento como instituto por Pio IX em 1877. O novo instituto é colocado sobre a proteção da Beatíssima Virgem Maria e sua superiora é Madre Bárbara Babthorpe, pelas suas atividades e cidades onde trabalham passam a ser conhecidas como "damas inglesas" ou "irmãs de Loretto". O seu carisma consistia principalmente na educação, formação de professores, instruções para donas de casa e cuidado dos órfãos, muitas das irmãs entraram para a história como escritoras.

Nos últimos séculos o Instituto da Beatíssima Virgem Maria foi divido em ramos, o ramo principal em 2004 altera o nome da fundação para Congregação de Jesus em uma tentativa de "atualização" do carisma e o Instituto presente na Irlanda assume o nome de Irmãs de Loretto tendo como fundadora Ir.Teresa Ball.

A história de Mary Ward oferece vasto campo para diferentes interpretações, em recente entrevista para a RedeVida a provincial brasileira afirmava que a importância de Mary Ward residia em ser a "primeira feminista católica", tal simples afirmação contém um grande erro de interpretação da própria fundadora. Erro corrigido em outros casos como no próprio nome do Instituto que é alterado em vista de um maior entendimento do carisma ou do hábito que abandonado por motivos pastorais também não respondia aos anseios modernos.

Na mesma entrevista estava presente a provincial da congregação no Chile, com uma postura totalmente diferente e usando hábito, a religiosa defendeu a ortodoxia presente nas atitudes de Mary Ward, suas constantes viagens pela Europa e visitas ao Santo Padre pedindo o reconhecimento do novo instituto e da nova forma de vida religiosa são provas de seu amor e obediência para com a Igreja e não feminismo exaltado diante de um "clero machista".

"O amor de Deus é como fogo que não se deixa encerrar, pois é impossível amar a Deus e não divulgar sua glória." Mary Ward

A religiosa chilena ainda lembrou a sua inovação espiritual em estender a prática dos Exercícios Espirituais pela Inglaterra e por suas comunidades, e que por ironia passou a ser chamada "Santo Inácio de Loyola de véu", a exigência que continuamente fazia para que as irmãs seguissem firmemente a espiritualidade apresentada pela fundador da Companhia.

Uma rápida passada de olhos pelos sites das comunidades e perceberemos desde uma análise ortodoxa das atitudes e pensamentos da fundadora até um exaltado orgulho de sua aparente "postura feminista". A história de Mary Ward, como fundadora e religiosa, não é a primeira a sofrer as influências nefastas de uma postura extremamente social que transforma inovadora vida religiosa em feminismo libertador.

Triste é saber que a realidade religiosa brasileira apresentada por certos "católicos" não é exclusiva, triste também, é ver exemplos claros de uma vida religiosa sincera e realizada tão próxima de nós (no Chile por exemplo) e saber que mesmo sendo uma ótima idéia, ortodoxia não é transmitida pelos ares ou por osmose.

Frases de Mary Ward

"Nós temos uma só tarefa: executar a vontade de Deus em todas as nossas ações."

"Eu sempre amei a luz e fiz todas as coisas à luz do dia e da minha consciência."

"Envergonhe-se de dizer que no serviço de Deus alguma coisa custa a fazer, pois àquele que ama, tudo é fácil."

"O espírito de Deus não é grosseiro, mas ensina toda cortesia."

"Só as pessoas verdadeiramente amantes é que são aptas para toda obra boa. Persevera no serviço de Deus até o fim."

"Em tudo quero deixar-me guiar pela vontade de Deus."
















Ir. Teresa Ball, fundadora do ramo
de Loretto

Curtas - Medjugorje. CNBB e CEB's.

Fiz três postagens interessantes no Blog Veritatis Splendor, que valem uma olhada dos leitores de Direto da Sacristia.

As duas primeiras são sobre a redução ao estado laical do Padre Tomislav Vlasic, o principal promotor das supostas aparições de Mejugorje e diretor espiritual dos seis videntes (Mirjana Dragićević, Marija Pavlović, Vicka Ivanković, Ivan Dragićević, Ivanka Ivanković e Jakov Colo) por muito tempo, acusado pelo Bispo da época, Dom Pavao Zanic, de ser o "criador" das aparições. Na primeira postagem trazemos a tradução do Decreto de redução ao estado laical, com as respectivas penas impostas ao Padre Vlasic; na segunda postagem, inferimos sobre como esta redução afeta as próprias aparições de Medjugorje, baseando-nos nos precedentes e nos atuais decretos sobre o Padre Vlasic.

A outra é sobre a lastimável carta das CEB's escrita sobre os auspícios da CNBB, uma carta tão deplorável nas heresias que propugana que nem me darei a repetir aqui suas palavras: basta-me repetir na vez em que escrevi o artigo indicado...

Sugiro a leitura dos três posts!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Jogo: Descubra quem é!

Provavelmente você vai dizer que é algum empresário, escritor, quem sabe um político de sucesso. Enfim, nada que saia da esfera mundana.

Agora veja a foto a seguir...
Sim, meus amigos, estamos falando de um religioso, na verdade não um mero religioso, mas o Superior Geral dos Irmãos Maristas das Escolas - Fratres Maristae Scholarum (FMS), Ir. Sean Sammon. O mais interessante é que o uso do hábito só aparece, no caso dele, na foto oficial. Ou seja, ainda existe a consciência - mesmo que dormindo num sono profundíssimo - de que a veste específica da Congregação representa um símbolo oficial do carisma e da espiritualidade Marista.

Isso até me lembra os religiosos adeptos da Teologia da Libertação que dentro dos conventos, mosteiros e igrejas renegavam as vestes e batinas mas que na hora de sair nas ruas organizando protestos e planejando marchas contra o governo militar eram os primeiros a ostentar com orgulho o hábito eclesiástico, por que será? Simplesmente sabiam da representatividade daquele símbolo, reconheciam naqueles trajes um testemunho de fé; ninguém ousaria agredir um dominicano vestido como dominicano...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Beato Antônio Chevrier

"O Presépio, o Calvário e o Tabernáculo, disse o Padre Chevrier, o não são os centros onde se devem encontrar todos os homens para receber a vida, a paz, e parte de novo para ir a Deus? (O Verdadeiro Discípulo, p. 104)

“Em 1866, após a Festa da Assunção, afirma o Padre Jaricot, Padre Chevrier tomou com ele doze de seus filhos – eu era um deles – para fazer um retiro em Saint-Fons naquela solidão de predileção”. Ele não era tão bem organizado como é hoje, era ainda bem pobre, mas não tínhamos opção, ainda vimos lá às ferramentas dos operários. Um pequeno quarto foi escolhido como oratório e transformado. Padre Chevrier colocou dentro da manjedoura um pequeno Jesus igual a um que há no Prado. Começou as inscrições, as quais terminarão muito tarde e somente quando terminada veremos. Aquele local seria nosso lugar de reunião e oração. (Jean-Claude Jaricot, Processo de Beatificação, t.3, art. 193)
O caso aqui relatado por Jean-Claude Jaricot, que foi no Prado um dos primeiros companheiros do Padre Chevrier , aconteceu durante o verão de 1866. Dez anos antes, praticamente em 1856, Antoine Chevrier, que era então um jovem padre, foi convertido enquanto orava diante do Menino Jesus no presépio. Era véspera de Natal e ele estava na Igreja Paroquial de Sant-André em La Guillotière, havia sido enviado seis anos antes pelo bispo para exercer seu primeiro ministério. Na época, Guillotière era um subúrbio industrial de Lyon, um bairro conhecido como vermelho e que, por precaução, o governo imperial, de Napoleão III, anexara em 1852 à cidade de Lyon. Rezando em frente ao presépio, Antoine Chevrier tinha entendido os meios para atingir os pobres entre os quais ele vivia e, assim, ajuda-los a descobrir o verdadeiro rosto de Deus. Chevrier precisava iniciar o caminho que o próprio Deus tinha tomado para alcançar os homens e dar a conhecer-se a eles.

Para responder a este apelo, que ele entendia como vindo de Deus, ela saiu de sua paróquia Saint-André, que era muito rica e, permanecendo na margem esquerda do Ródano, excessivamente pobre, ele se estabeleceu no lugar o qual começaram a chamar de Cidade do Menino Jesus. Um leigo, generoso e um tanto quanto sonhador, ali edificou uma cidade para abrigar as muitas vitimas das inundações de maio de 1856 que tinha devastado todos os bairros.

A experiência durou três anos, período durante o qual Antoine Chevrier se dedicou àqueles que pareciam ser, no momento, os mais pobres de todos, crianças e adolescentes sem famílias de verdade que viviam nas ruas e viviam de esmolas. Vários homens e mulheres colaboraram na reintegração dos mesmos, dando um pouco de educação (ainda não havia escola pública no pais) e o Padre Chevrier era responsável pela preparação para Primeira Comunhão e o Catecismo. Em 1860-1861 o trabalho foi transferido para o Prado, um antigo salão de baile alugado e depois comprado por Chevrier e Pierre Louat, seu mais próximo colaborador.O Padre Chevrier estava convencido de que a graça recebida no Natal de 1856 não era somente para sua conversão pessoal. O capitalismo industrial estava florescendo, a diferença entre as classes sociais ficava mais evidente, criava-se uma classe trabalhadora a margem da sociedade. Antoine Chevrier foi um daqueles que havia entendido a necessidade da Igreja ouvir o choro dos pobres, e para responder, ele viu que o caminho que devia seguir era o de Jesus, o caminho que o próprio Deus escolhera para ele. Esta é a razão pela qual uma vez trabalhando no Prado, percebeu rapidamente que se ele queria ter verdadeiros companheiros, estes deveriam compartilhar de suas convicções e perspectivas. Por isso, nos primeiros meses do ano de 1866 decidiu fundar no Prado uma “escola clerical”, isto é, uma escola para preparar aqueles que se sentiam chamados ao sacerdócio. Em maio do mesmo ano comprou o terreno da casa que ficava na frente do Prado, do outro lado da rua, para abrigar as irmãs, que ainda lá estão, e as meninas da catequese para Primeira Comunhão. No espaço livre do Prado, seria então possível em outubro abrir a escola clerical.

É neste contexto que ele criou em Saint-Fons um recolhimento particular para aqueles que seriam seus primeiros seminaristas e para eles começou a escrever o que chamamos “o quadro de Saint-Fons”.O contexto era de uma fundação. O Padre Chevrier levou com ele doze de seus filhos e retirou-se na montanha de Saint-Fons, onde gostava de se retirar em silencio. O número doze, obviamente, recorda a instituição dos Doze por Jesus no monte: Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "Filhos do trovão"; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. (Mc3,13-19)

O gesto do Padre Chevrier de colocar dentro da manjedoura, presente no quarto, um pequeno Jesus parecido com o do Prado é também um gesto simbólico e assaz profundo. Isso significa que o que vai acontecer em Saint-Fons, em agosto de 1866, deve imitar Saint-André de La Guillotière em dezembro de 1856. “É em Saint-André que nasceu o Prado, disse o padre, estava meditando na noite de Natal sobre a pobreza de Nosso Senhor e seu rebaixamento pelos homens e tomei a resolução de tudo deixar e de viver na maior pobreza possível. Este é o mistério da Encarnação, o qual me converteu.” (ES, p.11) Como anteriormente, no trabalho da Primeira Comunhão, seria da mesma maneira a escola clerical, o seminário do Prado, o caminho de cada seminarista não pode basear-se apenas na graça da Encarnação. Era como se o Padre Chevrier tivesse dito: Somente a contemplação do mistério de Cristo na sua Encarnação pode trazer meus alunos ao caminho, como Ele mesmo me colocou na estrada. Natal é na verdade um começo: a abertura de um caminho. E é este o caminho que o padre pretende contemplar no Quadro de Saint-Fons: o caminho que vai do berço à cruz, o nascimento de Jesus em sua vida até o final, e que nos lembra a atualização da celebração Eucarística. Desta forma, o caminho de Jesus, que começou no Natal para o Padre Chevrier em 1856 e novamente dez anos mais tarde, começará em agosto de 1866 para seus seminaristas.

Ainda só mais uma palavra sobre o quadro de Saint-Fons, mas desta vez a partir do Verdadeiro Discípulo. Quando abrimos esse livro que o Padre Chevrier, fundador do Prado, escreveu para a formação de seus futuros padres e mais largamente para todos aqueles que desejam seguir o caminho do Evangelho, constatamos que ele se refere muitas vezes ao quadro de Saint-Fons.Em seu estudo sobre os títulos de Jesus Cristo, falando de Cristo como de um “centro para o qual tudo deve convergir”, ele escreve: “A manjedoura, o calvário, o tabernáculo não são centros para onde todos os homens devem voltar sua vida, sua paz, e ir de lá para Deus?” (VD, p.104) O presépio, a cruz, a Eucaristia são lugares nos quais Deus nos convida a entrar, pois ele dá-se a ver e a se encontrar se chegamos a esses lugares, se consideramos o tempo necessário simplesmente para ali chegar, perceberemos que ali já estamos. Assim, durante este retiro, vamos juntos fazer uma peregrinação a estes locais onde Deus dialoga conosco.

No capítulo sobre a renuncia ao seu espírito, o Padre Chevrier escreve desta vez: “Tiravam [os santos] todas as suas inspirações e os seus pensamentos do amor infinito de Deus. Deus caritas est, no presépio, no calvário e no tabernáculo que são os três grandes pilares à luz dos quais um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo deve conduzir-se” (VD,p.228). Levamos este pensamento do padre as palavras de Jesus no Evangelho segundo São João: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jô 8:12). Esta luz que é Cristo, brilha para nós em três pontos, que também são sucessivos no destino de Jesus: a manjedoura, local e momento de seu nascimento; a cruz, o local e a hora do sofrimento e da sua morte; a Eucaristia, local e hora da sua presença após a morte.

Podemos notar aqui como a afirmação do Padre Chevrier é paradoxal: Natal, nos diz o Evangelho, Jesus nasce durante a noite, quando Jesus morre no Calvário se faz escuridão novamente sobre a terra e na Eucaristia, o Deus da manjedoura e da cruz é ainda mais escondido. No entanto, diz Padre Chevrier, se você fixar o seu olhar e tomar o tempo para meditar sobre os mistérios, entrará em pleno conhecimento de seu significado, descobrirá que estes são os lugares onde o amor de Deus é mais intensamente expresso. Procuremos transformar e perscrutar durante este retiro estes três mistérios: Natal, Sexta-Feira Santa e Eucaristia, para que eles se tornem luz para nós hoje.

Um texto para rezar os três mistérios da Manjedoura, do Calvário e da Eucaristia.

Deus oculto,
Tu não tens outra Palavra
A não ser um fruto recém-nascido
Na noite que cobre a terra;
Somente dissestes
O nome de uma criança:
O local onde tu enfiastes tua semente.
Explica-Te por este lugar chamado:
Que o Espírito fale a nosso espírito
No do silêncio!
Deus ferido,
Tu não tens outra palavra
Que este homem humilhado
Sobre o madeiro que encima o Calvário!
Acabastes de dizer
O apelo rasgando
De um Deus que aprende o sofrimento
Explique-Te deste local chamado:
Que o Espírito fale ao nosso espírito
No do silêncio!
Deus entregue
Tu não tens outra palavra
Que este corpo partilhado
No pão que nossos lábios cortam;
Somente dissestes
O cálice de sangue
Derramado pela nova confiança
Explica-Te deste local chamado:
Que o Espírito fale ao nosso espírito
No do silêncio!

Tradução por Sem.Diego Ferracini e Revisão por Pedro Ravazzano

terça-feira, 28 de julho de 2009

Vídeo vocacional das Monjas Passionistas

Perseguição na Espanha

E pensar na glória da antiga Espanha, tão católica, que levou a verddaeira Fé a tantas nações da América cujos habitantes jaziam na ignorância de Cristo e de Seu Evangelho. E pensar nos tantos santos que esta grande nação deu à Igreja, como a grande Santa Teresa D'Ávila, Santo Isidoro de Sevilha, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja, Santo Inácio de Loyola, e tantos... tantos. E hoje, jaz a própria Espanha na ignorância em muitos de seus filhos, os filhos da Santa Madre Igreja são perseguidos e humilhados, num ódio anticristão estimulado por um socialismo que persiste em permanecer vivo e por seitas maçônicas que ocultamente tramam o mal e a destruição de nossa santa religião. Rezemos pela Espanha, caríssimos. Rezemos para que esta grande nação ibérica volte à glória da Santa Fé Católica. Rezemos para que ela não cuspa no prato que a alimentou. Rezemos pelos nossos irmãos, os católicos espanhóis, que estão sofrendo há tanto estas perseguições. Viva Cristo Rei!

A notícia é de Zenit.
Arquidiocese clama por liberdade ante ataques contra igrejas de BarcelonaPichações e cadeados em mais de vinte templos

Por Patrícia Navas

BARCELONA, segunda-feira, 27 de julho de 2009 (ZENIT.org).- O respeito e a defesa do exercício do direito à liberdade religiosa e de culto dos cidadãos é “um elemento integrante de uma sociedade autenticamente democrática”, destacou o arcebispo de Barcelona após os ataques de um grupo anarquista a cerca de vinte igrejas da cidade.

Um grupo anarquista realizou pichações ofensivas e ameaçadoras nas fachadas de vinte igrejas de diferentes bairros de Barcelona e colocou cadeados nas portas que impediam o acesso a algumas delas, na noite de sábado para domingo.

Como resposta, o arcebispo de Barcelona emitiu nesta segunda-feira um comunicado através do qual “lamenta profundamente estas atuações e manifesta que o direito à liberdade religiosa e de culto dos cidadãos é um direito fundamental reconhecido na Constituição espanhola”.

Um porta-voz da arquidiocese de Barcelona, Jordi Piqué, explicou a ZENIT que as ações vão além das pichações porque dificultaram a entrada em algumas igrejas, tentando impedir o culto, ou seja, o direito à liberdade religiosa.

Um grupo auto-denominado La Gallinaire reivindicou a autoria destas ações, perpetradas “para comemorar uma semana de luta popular que os padres batizaram como trágica”, indica o grupo em um comunicado.

Catharina Paraguassú, Matriarca do Brasil e Protetora da Igreja

Em 1535, Catharina Paraguasú, em sonho, teve a visão de uma mulher branca com uma criança no colo, solicitando-lhe ajuda e dizendo encontrar-se numa embarcação que naufragara perto. Realizadas diversas buscas pelo litoral, inclusive no Rio Vermelho, nada foi encontrado. Catharina voltou a ter o mesmo sonho e Caramuru saiu para novas exploracões, dessa vez no litoral sul. Na Ilha de Boipeba, deparou-se com 17 sobreviventes da nau Madre de Dios, que afundou em maio de 1535, nas proximidades de um local que ficou conhecido como Ponta dos Castelhanos. Mas os náufragos informaram-lhe que na embarcação não viajava nenhuma mulher.

Retornando para casa a esposa pediu-lhe que voltasse ao local do naufrágio novamente. Entre os destroços, foi achada uma imagem de madeira – de Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços -, que, levada à Catharina, foi imediatamente reconhecida por ela como a mulher vista nos sonhos. Uma segunda versão diz que Caramuru teria encontrado a imagem numa oca, depois de ter sido recolhida na praia por um índio.

Atendendo a mais um pedido da esposa, Caramuru construiu uma capela de taipa, com cobertura de palha, para abrigar a imagem da Virgem Maria. Estava assim, em 1535, erguida a primeira igreja do Brasil, onde foi oficiada, em 31 de maro de 1549, pelos padres jesuítas da comitiva de Thomé de Souza, uma festa religiosa que contou com a presença do governado-geral.

Mantendo-se fiel ao tupi, Catharina Paraguassú não se comunicava em português. Nunca demonstrou interesse pela língua dos dominadores das terras do seu povo. Na França aprendeu o francês bretão e assimilou dois hábitos dos brancos, a religião católica e o vestuário. Andava recatadamente vestida, ao contrário de muitas índias que continuavam adeptas da nudez total. Vivia cercada pelas mordomias proporcionadas por Caramuru.

Na verdade, Catharina constituía-se numa tupinambá muito especial, tanto que, após o regresso da França, o marido não teria tido mais nenhum evolvimento amoroso com outras indígenas. É quase certo que Caramuru realmente cumpriu os votos de fidelidade proferidos na França, onde se casou com Catherine du Brésil no ritual católico, em solenidade realizada possivelmente em Paris e com a presença do franciscano Pero Fernandes Sardinha, que viria implantar a primeira Diocese do Brasil. O primeiro bispo foi muito bem recebido por Caramuru e Catharina. Todavia, quando se declarou favorável à escravização dos índios, o casal afastou-se dele.

Doação da Igreja da Graça

Catharina Paraguassú, protagonista do primeiro milagre no Novo Mundo e pioneira na difusão da fé católica, também se tornou conhecida pela generosidade, pois dedicou boa parte da vida a praticar caridades. O maior dos gestos, numa demonstração de desprendimento e devoção, ocorreu quando transferiu à Ordem de São Bento a Ermida de Nossa Senhora da Graça e terras vizinhas, que lhes pertenciam por herança do marido. A escritura foi lavrada em 16 de julho de 1586, na casa da doadora, localizada no atual Largo da Graça, estando presentes o padre jesuíta Luís de Gran – confessor e intérprete de Catharina, que não dominava o português [apenas o francês] – e a parte beneficiada, representada pelo frei Antônio Ventura, primeiro abade do Mosteiro de São Bento.
A Matriarca da Bahia morreu em 26 de janeiro de 1589. Como provavelmente teria nascido em 1509, ano da chegada de Caramuru ao Rio Vermelho – local onde ela certamente nunca esteve -, Catharina viveu em torno de 80 anos, dos quais 61 como católica e 54 como devota de Maria Santíssima, a quem rendia tributo na ermida construída pelo marido após o profético sonho. Por dizerem que continuava a sentir o milagre da divina graça, a capela se transformou num centro de romaria dos colonos. Na viuvez, com o santuário já bastante ampliado, gostava de sentar-se numa cadeira junto à nave, onde os católicos lhe beijavam a mãe, em sinal de veneração.

Catharina foi enterrada na igreja que mandou construir após o achamento da imagem da Virgem Maria. A sepultura permanece até hoje no piso da nave, tendo sido preservada nas ampliações e reforma do templo. Em 1797, colocada pela Casa da Torre de Garcia D'Ávila [que após o casamento da filha de Garcia D'Ávila, Isabel D'Ávila, com o neto de Catharina, Diogo Dias, se tornara uma Casa onde também corria seu sangue], foi afixada na parede, à direita do túmulo, uma lápide brasonada com os seguintes dizeres, na grafia da época:
Sepultura de D. Catharina Álvares Paraguassú, Senhora desta Capitania da Bahia, a qual ella e seu marido, Diogo Álvares Corrêa, natural de Vianna, derão aos Senhores Reis de Portugal. Edificou esta Capella de Nossa Senhora da Graça e a deu com as terras annexas ao Patriarca S. Bento, em o anno de 1582.
(…)

Em reconhecimento à sua importância, na propagação do catolicismo, e pelas benemerências praticadas, uma imagem caracterizando Catharina Paraguassú passou a figurar – juntamente com a da Virgem Maria com o Menino Jesus – no Brasão do Mosteiro de São Bento.

Retirado do livro "Diogo Álvares, o Caramuru" de Ubaldo Marques Porto Filho